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Alckmin critica juros e carga tribut�ria

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PETRÔNIO VIANA Repórter Os principais personagens da cena política alagoana estiveram presentes à concorrida palestra do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), realizada na manhã de ontem, no auditório da Associação Comercial de Maceió, em Jaraguá. Estavam presentes entre os convidados o presidente a Assembléia Legislativa do Estado (ALE), deputado Celso Luiz - que confirmou sua filiação ao PMN - a vice-prefeita de Maceió, Lourdinha Lyra, os deputados federais João Caldas (PL), Rogério Teófilo (PPS), Helenildo Ribeiro (PSDB), Jorge VI (PSDB) e José Thomaz Nonô (PFL), além de nove deputados estaduais, secretários, prefeitos e vereadores do interior do Estado. A palestra reuniu também figuras de outros setores importantes da sociedade, como os presidentes do Tribunal de Justiça do Estado e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), respectivamente Elizabeth Carvalho e José Fernando Lima Souza; o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL), Marcos Bernardes de Mello, e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Guilherme Palmeira. Alckmin, que é médico, foi vereador e prefeito de sua cidade natal, Pindamonhangaba, no interior paulista, e foi ainda membro da Assembléia Nacional Constituinte e vice-governador de São Paulo, na administração de Mário Covas. Na palestra que proferiu, o governador tucano falou da vocação brasileira para o crescimento. ?Em uma década, o PIB [Produto Interno Bruto] nacional teve um crescimento de mais de 10%. O momento mundial é excepcional, com liquidez e crescimento forte, fortalecimento do comércio exterior e taxas de juros baixas?, avaliou Alckmin. O governador explicou que o Brasil encontra dificuldades em diminuir os gastos públicos e a carga tributária.?A carga tributária brasileira é de 38%, enquanto na Argentina é de 20%, no México, 19% e no Chile, 18%. As altas taxas de juros também limitam um crescimento mais forte e sustentável?, argumentou. Na opinião de Alckmin, a missão dos governantes brasileiros, nos dias de hoje, é diminuir as desigualdades regionais e alavancar o crescimento econômico com maiores investimentos, ?mas existe uma concentração de dinheiro por parte da União. Por ano, a União arrecada R$ 29 bilhões com a CPMF. Esse dinheiro não volta na forma de investimentos?, reclamou o tucano. De acordo com o governador, para investir o necessário e gerar emprego e renda existem duas alternativas: ?aumentar os impostos, o que a sociedade não aceita mais, ou cortar gastos públicos, o que também não tem sido feito?. Alckmin considera a eficiência como palavra-chave da administração pública atual. ?Ética é governo eficiente. É aplicar com eficiência o dinheiro público. Hoje, existe no Brasil um ?piloto-automático?: sobe a inflação, sobem os juros?. AÇÚCAR E ÁLCOOL O governador avaliou um ramo da economia de importância fundamental para Alagoas e São Paulo: o setor sucroalcooleiro. ?Um fato positivo para esse setor foi o crescimento de 50% do número de automóveis bicombustíveis [movidos a álcool e gasolina] em 2005?, argumentou. Nos cálculos do governador, em cinco anos, toda a frota brasileira de veículos será formada por veículos desse tipo. Geraldo Alckmin declarou ainda ser contrário ao projeto de transposição do Rio São Francisco, encampado pelo governo federal. O governador considera que, antes da transposição, o governo deveria preocupar-se com a conclusão de obras de menor porte, que se arrastam por anos, como a adutora do Agreste e o Canal do Sertão. ?É preciso dar prioridades. Como o governo tem dinheiro para uma obra desse porte quando nega investimento para a conclusão dessas obras menores??, questionou. A transposição divide os estados nordestinos, mas para o governo, o projeto está mantido.

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