Política
Dire��o petista vai reduzir as despesas
A partir de levantamento da dívida de quase R$ 39 milhões, a Executiva Nacional do PT decidiu implantar um programa de redução de gastos. O salário máximo dos integrantes da Executiva passará para R$ 7 mil. Delúbio e o ex-secretário-geral Silvio Pereira recebiam entre R$ 11 mil e R$ 12 mil mensais. O PT pretende também reduzir sua folha de pagamentos e poderá vir a demitir parte dos 136 funcionários de São Paulo e 26 de Brasília. Já está decidida a desativação da sede da legenda na capital federal, com a concentração das atividades partidárias na capital paulista. A frota também será diminuída com a manutenção apenas dos automóveis necessários. A partir desta contenção de gastos, o PT quer reduzir cerca R$ 1 milhão ao mês ao longo dos próximos 18 meses. Sem divulgar a receita mensal do partido, apenas citando que a previsão orçamentária era de R$ 45 milhões para 2005, com recursos do fundo partidário e das contribuições dos petistas, Pimentel disse que será possível equilibrar as contas neste período. Genro admitiu que houve uma ?gestão temerária? de recursos na direção anterior, sem controle de despesas e sem previsão adequada de receitas, criando o que se configura ?uma situação de insolvência? do partido, caso o PT fosse uma empresa privada. Dos quase R$ 39 milhões em dívidas reconhecidas pelo partido, a maior fatia é devida a fornecedores diversos, com R$ 17,2 milhões. Em seguida, vêm as despesas com shows, com mais R$ 7 milhões. Em um terceiro bloco estão as dívidas com bancos: Rural (R$ 6,2 milhões), BMG (R$ 3,2 milhões) e Banco do Brasil (R$ 3,5 milhões).