Política
D�maso recebe alta e volta � cela na PF
O prefeito de Marechal Deodoro, Danilo Dâmaso (PMDB), acusado pela Operação Gabiru de envolvimento no desvio de recursos da merenda escolar, recebeu alta ontem dos médicos que o atendiam na Santa Casa de Misericórdia, retornando à carceragem da Superintendência da Polícia Federal (PF). Ele foi transferido para o hospital pela primeira vez no dia 2 de junho, quando sentiu dores no peito e sua internação foi pedida pelo médicos da PF. Danilo Dâmaso esteve internado na Santa Casa entre os dias 14 e 29 de junho, depois de apresentar o mesmo quadro clínico. Enquanto esteve na Santa Casa, o prefeito foi submetido a uma angioplastia coronária e sofreu uma reação hepática aos medicamentos, o que acabou prolongando sua permanência no hospital. Além de Danilo Dâmaso, ainda permanecem presos na Polícia Federal os empresários Rafael Torres e Francisco Erivan dos Santos e o prefeito de São Luiz do Quitunde, Cícero Cavalcante (PMDB). Revogação O Ministério Público Federal em Pernambuco deverá se pronunciar nos próximos cinco dias sobre o pedido de revogação da prisão preventiva do empresário e ex-prefeito de Rio Largo, Rafael Torres, o único processo que já chegou às mãos do procurador Regional da República Francisco Rodrigues Sobrinho. Apontado do líder do esquema de desvio de recursos públicos federais do Fundo Nacional de Desenvolvimento Escolar (FNDE) destinados à compra de merenda escolar pelas prefeituras alagoanas, Rafael Torres está preso desde o dia 17 de maio, quando a Operação Gabiru foi deflagrada no Estado. A Operação indiciou 54 pessoas e prendeu 31, mas apenas esses quatro ainda não tiveram as prisões revogadas. Após parecer do procurador Francisco Rodrigues, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região se pronunciará sobre os pedidos de revogação da prisão preventiva dos empresários Rafael Torres e também de Francisco Erivan dos Santos, e dos prefeitos de Marechal Deodoro, Danilo Dâmaso (PMDB), e de São Luiz do Quitunde, Cícero Cavalcante (PMDB), que já foram ajuizados por seus advogados. A decisão de revogar ou não a prisão caberá ao desembargador federal Marcelo Navarro, que no dia 7 manteve o decreto contra os dois empresários e contra os dois prefeitos, sob o argumento de que ambos tinham antecedentes de violência. Quando foram presos, os prefeitos tinham armas em casa. |LB