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Secret�ria de Almeida deve sair

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ODILON RIOS Repórter O secretário municipal de Comunicação, Marcelo Firmino, descartou ontem mudanças no secretariado do prefeito Cícero Almeida (PTB), e negou que a secretária de Administração, Regina Helena, vá sair do cargo. ?Isso não existe?, resumiu Firmino. Na semana passada, o prefeito adiantou a existência de mudanças na Prefeitura, mas seria uma só e poderia não haver necessidade, de acordo com Almeida. Nos bastidores, este nome seria o de Regina Helena. As declarações de Almeida foram dadas após a posse de novos nomes no governo municipal: o procurador-geral do município, Paulo Nicholas, a secretária de Ação Social, Elizabeth Marques e a secretária adjunta desta pasta, Ivone Torres. Pressão Regina Helena sofre pressões da bancada governista na Câmara de Vereadores, que desde maio enfrenta dificuldades para ter acesso à secretária. A ameaça de rebelião tem aumentado o fluxo de reuniões entre a bancada e Almeida, mesmo no recesso parlamentar. Em maio, os vereadores se reuniram com o prefeito na Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e deixaram patentes as insatisfações. Atualmente, as reuniões com os vereadores ainda são tensas, mas diplomáticas. Nas entrelinhas, os vereadores da situação passam o recado ao prefeito: o motivo mais citado é ?falta de traquejo político? de membros da equipe com os vereadores. Campanha Regina Helena é alvo da mesma campanha que a bancada fez contra a ex-secretária de Ação Social, hoje adjunta na pasta, Ivone Torres. Ela foi rebaixada na semana passada para dar lugar a um nome indicado pelo deputado federal João Lyra (PTB), Elizabeth Marques, que trabalhou em projetos sociais nas empresas do deputado. A estratégia de afastamento de nomes do quadro municipal, e depois sua demissão, não é nova. O ex-secretário de Comunicação, Luiz Dantas Valle, perdeu a função, assumindo uma assessoria na Prefeitura e, discretamente, foi retirado do governo. Além disso, a saída da secretária de Administração faz parte da estratégia de sucessão estadual. Lyra é pré-candidato ao governo em 2006 e indicaria um nome de sua confiança para a função. Apesar de aparentemente ter estado imune a essas pressões, o advogado eleitoral Marcelo Brabo Magalhães, que era procurador-geral do Município, pediu para sair do cargo. A mudança de metodologia na Prefeitura (acelerar a máquina para dar respostas eleitorais ao deputado João Lyra) teria desagradado ao ex-procurador. Paulo Nicholas, indicado em conjunto com Lyra, assumiu com um discurso que agrada bastante aos membros governistas: agilização dos trabalhos no município. Mais branda A partir de agosto, a Câmara de Vereadores vai ter uma bancada de oposição menor. Com a posse do novo secretário extraordinário, Eduardo Canuto, o suplente Israel Lessa (PV) assume a função com um discurso mais moderado, já que o governador Ronaldo Lessa (PDT), que controla o grupo e tem sido uma espécie de termômetro na movimentação dos oposicionistas, começa a se aproximar politicamente do prefeito. Nos bastidores, a ordem é votar os projetos ?de interesse da cidade?, um discurso mais brando do que aquele ouvido no começo deste ano, na posse destes vereadores. A nova mudança pode ocorrer semana que vem.

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