Política
Chico de Assis � condenado pelo TCU
PETRÔNIO VIANA Repórter O ator e superintendente de Fomento à Atividade Cinematográfica e Audiovisual de Alagoas, Francisco de Assis Carvalho Júnior, conhecido como Chico de Assis, famoso por suas participações em minisséries da Rede Globo, foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a devolver R$ 274.387,00 aos cofres do Ministério da Cultura e ao Tesouro Nacional, além de pagar multa de R$ 20 mil, por ter deixado de prestar contas dos recursos repassados para o projeto Mundaú das Artes, através do Instituto Mangue Verde, do qual Assis foi presidente. O projeto Mundaú das Artes, idealizado pela bailarina Maria Emília Clark e fundado em 1999, tem o objetivo de promover o contato de crianças e adolescentes carentes do Vergel do Lago. De acordo com informações passadas por pessoas ligadas ao projeto, os recursos federais citados pelo TCU jamais foram repassados pelo Instituto Mangue Verde ao Mundaú das Artes. O Mundaú das Artes foi incorporado pelo Instituto Mangue Verde por cerca de seis meses, em 2001. Nesse período, foi realizada apenas uma apresentação dos alunos do projeto no Teatro Deodoro, utilizando recursos repassados pela Petrobras para aquisição de figurino para o grupo. Segundo pessoas ligadas ao projeto Mundaú das Artes, essa foi a única ocasião em que foram investidos recursos através do Instituto. Depois do evento, Maria Emília Clark solicitou, através de ofício, o desligamento do projeto do Instituto Mangue Verde.?Se houve captação de recursos dessa ordem, foi sem o aval de Maria Emília. Nada foi comunicado?, declarou a assessoria da bailarina. O projeto continua funcionando, de forma voluntária, no Caic do Dique Estrada. Outras pessoas envolvidas com o meio cultural e artístico alagoano criticam o trabalho de Chico de Assis à frente de órgãos governamentais de incentivo ao setor, como a artista plástica Marta Arruda. ?Não entendo como o governador ainda confia numa pessoa dessas?, disse ela. Chico de Assis já foi diretor do Teatro Deodoro e presidente da Fundação Cultural Cidade de Maceió (FCCM), hoje Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC). Assis terá quinze dias para comprovar o recolhimento da dívida aos cofres públicos. Já foi autorizada cobrança judicial, mas Chico de Assis poderá recorrer. Ontem, ele estava na comitiva do governador Ronaldo Lessa, em viagem a Cabo Verde, e a Gazeta não conseguiu ouvi-lo.