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PF alagoana em opera��o na Para�ba

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ODILON RIOS Repórter Cerca de 30 agentes e delegados da Superintendência da Polícia Federal (PF) de Alagoas foram deslocados, na madrugada de ontem, para João Pessoa, na Paraíba, para participar da Operação Confraria, que desbaratou uma organização criminosa que atuava na Paraíba, Pernambuco, Ceará e Piauí e que fraudaria processos licitatórios da Prefeitura de João Pessoa, com verbas da União. O grupo estaria agindo desde 1999. Os policiais alagoanos retornam a Alagoas hoje ou no próximo sábado. A operação envolve 150 agentes federais dos estados de Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco e Paraíba, além de membros da CGU (Controladoria Geral da União) e do Ministério Público Federal. EX-PREFEITO PRESO O ex-prefeito de João Pessoa (PB), Cícero Lucena (PSDB), foi preso ontem de manhã pela Operação Confraria, acusado de envolvimento no esquema que fraudava licitações de obras públicas. A estimativa da Polícia Federal é que os desvios cheguem a R$ 13 milhões. A suspeita é que uma quadrilha esteja fraudando processos licitatórios da Prefeitura de João Pessoa que receberiam repasses de verbas da União, entre 1999 e 2001. Há indícios de superfaturamento e pagamento irregular - as empresas recebiam mesmo quando as obras não eram realizadas. LICITAÇÕES ?ESQUENTADAS? Segundo a PF, licitações de 1991 eram ?esquentadas? para voltar a favorecer os mesmos vencedores - empresas que participavam do esquema. Duas das obras sobre as quais recaem suspeitas são a Orla de Cabo Branco, que teria gerado um prejuízo de R$ 537 mil aos cofres públicos, e o esgotamento sanitário e drenagem de águas pluviais no bairro do Bessa, com prejuízo estimado em R$ 5 milhões. Começaram ontem a ser cumpridos 27 mandados de prisão e de busca e apreensão, pedidos pela PF e expedidos pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 5ª Região, em Recife. ALAGOAS FORA Ontem pela manhã, durante a operação na Paraíba, cogitava-se que Alagoas também estivesse na rota de investigações, mas segundo o superintendente em exercício da PF alagoana, delegado Arivaldo Marques de Menezes, até ontem não estava confirmada esta informação. ?Em um primeiro momento, Alagoas só contribuiu com o efetivo, armas e viaturas? da Polícia Federal, disse o delegado. Uma das empresas que estão sendo investigadas pela Operação Confraria, no Piauí, e que teve documentos, materiais, disquetes e computadores apreendidos e vistos pela PF como ?relacionados às práticas delituosas? é a empreiteira baiana OAS Engenharia, umas das maiores do Nordeste. (Com informações da Folha Online)

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