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Reajuste dos militares outra vez adiado

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AGÊNCIA ESTADO De Brasília Em virtude do novo adiamento da reunião que estava prevista para sexta-feira, que definiria o índice de reajuste a ser concedido para os militares, o ministro da Defesa e vice-presidente, José Alencar, distribuiu nota oficial dirigida às tropas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, explicando que a reunião decisiva será na semana que vem. A nota de Alencar ressalva, no entanto, que o encontro entre ele e a equipe econômica será precedido de uma conversa preliminar com o presidente da República, marcada para amanhã. Com isso, o vice-presidente tenta transmitir à tropa um recado de que a questão do reajuste salarial da categoria não está sendo ?empurrado com a barriga?. A nota, apesar de ser apenas explicativa, tornou-se necessária graças à grande pressão que os militares estão fazendo sobre as cadeias de comando, por melhoria salarial. A inquietação é muito grande nos quartéis e há preocupação real com alguma ação destemperada, até por gente da ativa, além de intensas movimentações entre o pessoal da reserva. A maior preocupação é que, se houver algum ato de indisciplina na ativa, os comandantes, em todos os níveis, terão de punir o militar, para garantir a disciplina das forças. O problema é que se esse ato extremo for necessário, as conseqüências são imprevisíveis. AGITAÇÃO NOS QUARTÉIS José Alencar já foi alertado para a quantidade de e-mails e de informações que estão chegando às cadeias de comando, falando em agitação nos quartéis, a ser desencadeada pelo pessoal da reserva. A primeira está prevista para dia 25 de agosto, Dia do Soldado, e a segunda, para 7 de setembro. O temor é de que o pessoal da ativa se junte a eles. A última reunião para tratar do tema entre as áreas econômica e militar foi na terça-feira à noite e, mais uma vez, terminou em impasse. Os comandantes militares insistem nos 23% que lhes foram prometidos até março, concordando que seja pago em duas parcelas de 13% em julho, e 10% , em janeiro. A área econômica apresentou uma proposta considerada ?inaceitável? de 3% em setembro e 5% no ano que vem, sem data marcada.

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