Política
Non�: PFL pode expulsar mais um
Parlamentares alagoanos que compõem a bancada de oposição ao governo Lula na Câmara dos Deputados comentaram, na tarde de ontem, as acusações de que pessoas ligadas ao PFL e ao PSDB teriam efetuado saques nas contas da agência de publicidade SMP&B, de propriedade de Marcos Valério de Souza. Os nomes dos parlamentares pefelistas e tucanos surgiram na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios. O assessor do deputado Roberto Brant (PFL-MG), Nestor Francisco de Oliveira, sacou R$ 102.812,76 da conta da SMP&B, em agência do Banco Rural, em Belo Horizonte, no ano passado. Segundo Brant, que já foi ministro da Previdência, o dinheiro teria sido doado pelo presidente da siderúrgica Usiminas, Rinaldo Campos Soares, à sua campanha para prefeito de Belo Horizonte. A ajuda financeira não foi declarada à Justiça Eleitoral. O deputado José Thomaz Nonô (PFL-AL), vice-presidente da Câmara dos Deputados, informou que a situação de Roberto Brant ?está sendo analisada? pelo partido e que, na próxima reunião da executiva do PFL, em agosto, o destino de Brant no partido deverá ser selado. ?O PFL está analisando todos os casos e tomando decisões rapidamente. Vamos dar um prazo para ele [Brant] dizer o que houve. À luz do que for dito, o partido vai julgar rápido e rasteiro?, declarou Nonô. De acordo com o deputado, o partido deverá agir ?sem dó nem piedade, mas dando todo o direito de defesa ao deputado?. Nonô lembrou que o PFL já afastou dois parlamentares por ?conduta imprópria? , entre eles, João Batista Ramos, no caso dos mais de R$ 10 milhões encontrados com ele em sete malas no aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília. ?Eu acredito que aquele dinheiro era mesmo da igreja, mas esse é um comportamento indesejado para um membro do partido?, avaliou Nonô. O deputado disse ainda não acreditar no envolvimento de deputados do PFL no chamado esquema do ?mensalão?. |PV