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Press�o da C�mara derruba Elionaldo

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PETRÔNIO VIANA Repórter O secretário municipal de Planejamento, Elionaldo Magalhães, será o próximo membro da equipe do prefeito Cìcero Almeida (PTB) a deixar o cargo. De acordo com o que foi apurado pela Gazeta na noite de ontem, o próprio Elionaldo Magalhães teria pedido seu afastamento devido às pressões feitas pela Câmara de Vereadores nesse sentido. Essas pressões teriam sido motivadas pela intenção de Magalhães de reduzir o duodécimo do Legislativo na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do município para 2006, remanejando as remessas de dinheiro para programas do governo federal em Maceió. O conjunto da Câmara Municipal se posicionou contrariamente e o entrave teria tornado a situação de Magalhães insustentável dentro da administração municipal. As pressões da Câmara pela saída de Elionaldo Magalhães teriam sido feitas por vereadores aliados do deputado federal João Lyra. De acordo com as informações obtidas pela Gazeta, o secretário adjunto de Planejamento, César Marques, vai assumir o cargo, mas existe a possibilidade de ele também ser substituído posteriormente. O vereador Cristiano Matheus (PFL), 1º secretário da mesa diretora da Câmara, confirmou que a polêmica sobre a saída de Elionaldo Magalhães do Planejamento vinha sendo intensa nos últimos 15 dias, em reuniões entre a bancada governista e o prefeito Cìcero Almeida. ?Eu estive na última reunião, que foi realizada na sexta-feira passada, mas a coisa evoluiu muito de lá para cá?, disse Matheus. O presidente da Câmara, vereador Arnaldo Fontan (PFL), negou que as reuniões para tratar da saída de Magalhães tivessem ocorrido. ?É o prefeito que escolhe os secretários. A Câmara não fez pressões. Não sei nada sobre isso?, disse. O vereador Judson Cabral (PT), que compõe o bloco oposicionista da Câmara, disse ter ficado surpreso com a notícia da saída de Magalhães, mas confirmou que alguns membros da Mesa Diretora poderiam estar ?revoltados? com a redução do duodécimo da Casa. ?Eu fiquei surpreso porque, para mim, ele [Magalhães] estaria angariando ainda mais poderes. Mas é verdade que alguns membros da Mesa Diretora ficaram apreensivos com a possibilidade de redução do duodécimo. Isso pode ter levado a Mesa a se manifestar?, contou Judson.

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