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CPT diz que vive s� de doa��es

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PETRÔNIO VIANA Repórter A Comissão Pastoral da Terra (CPT) ocupou, na manhã da última segunda-feira, a Praça Sinimbú e o prédio onde funciona o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Centro de Maceió, para comemorar o Dia do Trabalhador Rural. Os militantes foram ao Palácio e entregaram ao governador em exercício Luis Abílio de Sousa uma pauta de reivindicações composta de 26 ítens. Durante a manifestação, todos os trabalhadores rurais usaram carro de som, cartazes bem elaborados, impressos no computador da própria comissão, além de chapéus padronizados, demonstrando que a CPT tem suporte financeiro. Segundo o coordenador estadual da CPT, Carlos Lima, os recursos da Pastoral da Terra para custear suas manifestações são provenientes de doações locais, da Igreja e de entidades nacionais e internacionais envolvidas na luta pela terra e na assistência a trabalhadores rurais em condições precárias. Carlos Lima explicou que o governo do Estado participa ?apenas de forma simbólica? das despesas da CPT. ?Quando vamos fazer alguma manifestação em Maceió, costumamos pedir ao governo ônibus para retornarmos ao interior. Algumas vezes, pedimos uma parte dos alimentos dos militantes?, revelou Lima. ?Nós não confeccionamos camisetas, mas compramos 300 chapéus no Mercado da Produção?, comentou. A CPT também disponibiliza telefones celulares para seus diretores. O coordenador da CPT no Estado tem 36 anos de idade, é estudante do 4º ano do curso de História da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e é casado com a procuradora do Estado e presidente do diretório municipal do PT, Cláudia Amaral, com quem tem dois filhos. Lima ingressou no movimento através da Igreja, que disse frequentar desde os seis anos de idade. Há 15 anos atrás, foi convidado por um padre italiano a entrar na CPT. De acordo com Carlos Lima, a CPT não pede contribuições aos trabalhadores rurais. ?A CPT trabalha para eles. Não pedimos qualquer tipo de contribuiçao financeira deles?, diz. Os recursos são utilizados também na formação e capacitação dos integrantes do movimento e no auxílio à vítimas de desastres naturais.

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