Política
TRE julga recurso contra �ngela Garrote
LUIZA BARREIROS Repórter O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) julga hoje, a partir das 9 horas, um recurso contra a expedição do diploma da prefeita de Estrela de Alagoas, Ângela Garrote (PP). Ela é acusada pelo candidato Francisco José Sobrinho (PMDB) ? segundo colocado na eleição ? de ser inelegível e de ter comprado votos na eleição de outubro do ano passado. Se o TRE acatar o recurso na sessão de hoje, os diplomas da prefeita e do seu vice, José Teixeira de Oliveira (PP), poderão ser cassados, havendo a diplomação do segundo colocado na eleição, já que a prefeita não obteve mais de 50% dos votos válidos. Além de Francisco Sobrinho, também seria beneficiado por uma decisão contrária à atual prefeita o candidato a vice Everaldo Amorim (PSDB). Segundo o advogado Cláudio Vieira, o candidato Francisco Sobrinho juntou ao processo provas de que Ângela Garrote não poderia ter sido candidata na eleição do ano passado, porque ainda era legalmente casada com o ex-prefeito de Estrela, Antônio Garrote. ?O TSE [Tribunal Superior Eleitoral] entende que a separação só se dá quando é homologada. E a homologação da separação deles só aconteceu durante o segundo mandato do ex-prefeito Antônio Garrote, o que a torna inelegível, já que o cônjuge do prefeito não pode ser candidato ao mesmo cargo?, explicou o advogado. Além disso, foram juntadas provas de que a prefeita, ainda na época da campanha, teria abusado do poder político e econômico, distribuindo favores na véspera da eleição. ?Temos provas de que a então candidata prometia água aos eleitores, pagando para que poços fossem cavados. Quem não votasse nela, não recebia o benefício?, contou o advogado. Outro lado O advogado da prefeita, Adriano Soares, foi procurado pela Gazeta em seu escritório, que informou que ele estaria de férias. Foi deixado recado para que outro advogado entrasse em contato com a reportagem, mas até o fechamento desta edição não houve retorno. Além do recurso que será julgado hoje, a coligação que ficou em segundo lugar na eleição ajuizou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra Ângela Garrote na 10ª Zona Eleitoral, em Palmeira dos Índios, que ainda não teve julgamento.