loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Non� diz que pefelista deve explica��es

Ouvir
Compartilhar

ODILON RIOS Repórter O vice-presidente da Câmara dos Deputados, José Thomaz Nonô (PFL-AL), disse ontem que o deputado Roberto Brant (PFL-MG) irá se reunir com a direção nacional do partido, na primeira semana de agosto, para prestar esclarecimentos sobre a ?doação? de R$ 102,8 mil da Usiminas, através da SMP&B, empresa do publicitário Marcos Valério, para sua campanha à prefeitura de Belo Horizonte, em 2004. Brant foi ministro da Previdência entre 2001 e 2002, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Valério é acusado de operar o esquema do ?mensalão?. Quando foi revelado o seu saque do dinheiro de Valério, Roberto Brant confirmou e afirmou que ?quem não usa dinheiro não contabilizado [caixa dois] em campanha eleitoral que atire a primeira pedra?. EXPULSÃO Cauteloso, Nonô preferiu não falar em expulsão. ?O partido faz o que sempre fez, apura?, afirmou, avaliando ainda que não existem denúncias contra o PFL. ?Não há denúncias contra o PFL, mas contra o deputado Roberto Brant. Não tem nada a ver uma coisa com outra. Aliás, tenho a impressão de que o Brant não pertencia nem ao PFL mas a outro partido político. Não há nada contra o PFL?, insistiu. Segundo Nonô, o governo federal quer ?desviar o foco? das acusações para a oposição. ?O que nós temos que discutir é a roubalheira do governo atual. Temos que discutir o esquema de transferência de dinheiro público para o Partido dos Trabalhadores. Essa estratégia de diversificar, de abrir, não é o reclamo da sociedade?, apontou. Nonô informou ainda que seu partido ?nunca? teve relações com Marcos Valério, ?pelo menos até onde eu saiba? e que não se pagaria ?mensalão? aos parlamentares liberais, porque são oposição ao governo Lula. ?Alguém vai dar dinheiro a um partido de oposição ao governo? Se der, é louco?, comentou. Sem comentÁRIOS Nonô não quis comentar as mudanças no alto escalão do governo do prefeito Cícero Almeida (PTB), que está prestes a substituir mais um secretário: o de Planejamento, Elionaldo Magalhães (ver matéria na página 3). As pressões da bancada governista na Câmara dos Vereadores têm sido apontados como causa da queda. ?Equipes são sujeitas a mudar ao sabor das crises, da insatisfação. O ideal é que se caminhasse com as equipes originais. Na prática política - tenho 30 anos de mandato - nunca vi uma equipe se manter a mesma até o fim. Às vezes é uma desilusão do chefe, do chefiado, às vezes o cara dança, não dá certo?, contou o deputado, um dos maiores críticos dos rodízios no secretariado do governador Ronaldo Lessa (PDT). O deputado foi o responsável pela indicação do secretário de Saúde, João Macário. Bem-humorado, Nonô analisou: ?Politicamente o PFL é responsável pela Secretaria de Saúde, e quero dizer com muita satisfação que ela não tem problema com o prefeito, com a bancada, com ninguém. Eu não me meto em nada, opero às claras a Secretaria de Saúde. Não sou boa fonte?, disse o deputado pefelista, sorrindo em tom irônico.

Relacionadas