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Lessa pede para ser ouvido pelo TRE

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LUIZA BARREIROS Repórter O governador Ronaldo Lessa (PSB) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para ser ouvido no processo administrativo instaurado para investigar as acusações feitas por ele contra os juízes eleitorais James Magalhães de Medeiros e Celyrio Adamastor Tenório Accioly. Lessa acusou os juízes de serem ?corruptos? e ?incompetentes? e de terem ligação com o deputado João Lyra (PTB), que também foi acusado de comprar votos na eleição do ano passado. O pedido do governador para ser ouvido foi feito depois que a Corregedoria do TRE abriu por duas vezes prazo de 10 dias (vinte dias, no total) para que ele apresentasse provas das acusações feitas contra os dois juízes eleitorais. O prazo terminou ontem (28) e nenhuma prova foi juntada pelo governador, que apresentou apenas uma petição pedindo para ser ouvido. Na mesma petição em que solicitou que a Corregedoria marcasse data, hora e local para ouví-lo, o governador pediu que fosse encaminhado expediente ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ, órgão responsável pelo controle externo do Judiciário), para que fosse designado um representante para acompanhar seu depoimento. Segundo o corregedor-geral do TRE, desembargador Humberto Martins, o pedido para que Lessa seja ouvido será acatado, mas não acontecerá o mesmo em relação à solicitação de designação de um membro do CNJ. Ele alegou a exigüidade do tempo para concluir o procedimento. ?Estamos na fase de procedimento apuratório, o que dispensa a presença de um membro do CNJ. Depois de concluído, nada impede que cópias sejam remetidas ao Conselho?, justificou o desembargador. Humberto Martins disse que pretende solicitar que a presidência do TRE entre em contato com Lessa para marcar o depoimento já para a próxima semana. Depois do depoimento de Lessa, o desembargador abrirá prazo de 10 dias para que os dois juízes se pronunciem sobre o que foi dito por ele. INELEGÍVEL Lessa reagiu publicamente contra os dois juízes eleitorais depois que foi declarado inelegível por três anos e o vereador Paulo Corintho (PV) foi cassado sob acusação de compra de votos. Ao fazer as denúncias, o próprio governador admitiu não ter provas contra os acusados, mas alguns dias depois, no entanto, ele prometeu ?surpresas? no que diz respeito às provas. Tanto o juiz James Magalhães quanto Celyrio Adamastor prometem processar o governador criminalmente e pelos danos morais que teriam sofrido diante das acusações. Os dois aguardam a conclusão do procedimento administrativo instaurado pelo TRE para comprovar que as denúncias foram feitas sem provas, mas se não forem concluídos no prazo de três meses da data dos discursos, as ações serão ajuizadas. ### Lessa participa no Rio de ato contra corrupção no governo O governador Ronaldo Lessa (PDT) participou ontem, no Rio de Janeiro, de uma reunião do Conselho Político do PDT, que antecedeu um ato público promovido por vários partidos contra a política econômica do Governo Lula, contra a corrupção, em defesa do serviço público e apoio à luta dos servidores. O ato aconteceu no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) no Centro do Rio de Janeiro e foi seguido por uma passeata protesto organizado por um conjunto de partidos políticos, tendo a frente o PDT mais o PPS, PSOL, PV, PCV e PSTU, mais diferentes entidades como a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), e o Clube de Engenharia e movimentos como a Coordenação de Lutas dos Servidores Estaduais e Federais (Conlutas) e sindicatos em geral. Durante a tarde, cerca de cem servidores públicos ligados à Saúde e Previdência Social e representantes dos partidos fizeram uma fogueira no meio da avenida Rio Branco para protestar contra a corrupção no governo Lula. Os manifestantes levaram pneus e colocaram no meio da pista, nas proximidades da Cinelândia. Em seguida, atearam fogo. Levaram cartazes e faixas criticando o suposto mensalão que seria pago pelo PT a deputados de partidos da base aliada do governo. Fotos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do deputado federal José Dirceu também fizeram parte do movimento. ?Para os deputados, mensalão. Para o servidor, nenhum tostão?, era uma das mensagens exibidas nas faixas. ?Para o Congresso, mensalão. Para o povo, exploração. Cadeia para os corruptos?, dizia uma outra frase. ?Lula, de orgulho a vergonha nacional?. Com a chegada de policiais militares, houve tumulto.

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