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Esc�ndalos amea�am esvaziar PT alagoano

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| ODILON RIOS Repórter O clima no PT alagoano não tem sido dos mais respiráveis após as denúncias de corrução envolvendo membros do alto escalão do partido, no campo nacional. Além do acirramento dos debates internos na sigla, circula nos bastidores a saída de pelo menos 40% dos membros em Alagoas. Existe até um prazo para que isso se efetive: setembro, mês em que acontecem as eleições nos diretórios municipais, estaduais e nacional do PT ou antes, dependendo do desenrolar das investigações da CPI dos Correios. E outubro é o prazo-limite para quem pretende concorrer às eleições 2006 mudar de partido. Para estes petistas, algo muito maior está em jogo: não se sabe ao certo aonde irá a crise que invadiu o PT nacional e se ela irá respingar em Alagoas. O partido que acolheria os novos desabrigados da enxurrada é o P-Sol. A informação foi confirmada com um grupo de petistas. O presidente do diretório estadual, deputado estadual Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, argumenta que existe um grupo, segundo ele pequeno, no PT alagoano, insatisfeito com os rumos da direção. ?Pode ser que nas eleições no PT alguns que disputam vagas não saiam vitoriosos. Pode ser que saiam, mas é um grupo pequeno. Se ele forem derrotados, poderão sair, sim?, disse. O assunto é tratado com zelo e alguns destes membros apontam pelo menos dois episódios em que transpareceria a insatisfação tanto com a direção do PT quanto com o contexto nacional: a não-reeleição da presidente do diretório municipal do PT, Cláudia Amaral, e um debate que houve semana passada na Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB-AL). No debate, estavam Paulão e o vice-presidente da Câmara dos Deputados, José Thomaz Nonô (PFL). Na platéia, poucos membros da cúpula petista, além do deputado: o delegado federal de Agricultura, Élvio Lima, o secretário de Direitos Humanos, José Roberto e o vereador Judson Cabral. Perguntada pela Gazeta na sexta-feira, a presidente do PT na capital, Cláudia Amaral, disse que não concorreria à reeleição em setembro porque ?democracia só se faz com alternância?, completou. Porém, esconde-se nos bastidores uma outra idéia: a tendência à qual ela pertence, PT de Cara Própria, e alguns membros da Democracia Socialista (DS) estariam repensando os rumos ideológicos no partido e dispostos a desembarcar do PT, antes que a nau petista afunde. Um único e frágil fio prende a maioria dos membros: o apelo pela ?purificação ideológica?, ou seja, depois de ser martirizado, o PT renasceria das cinzas mais maduro. Este argumento é encarado como uma piada, pelo menos internamente. ?Acho que está todo mundo esperando a decisão da CPI e a eleição no PT?, disse o delegado regional do Trabalho, Ricardo Coelho, explicando que desconhecia a saída de membros do PT alagoano por causa das denúncias de mensalão. ?Há uma insatisfação muito grande com a direção do partido?, esclareceu o secretário regional da Pesca, Paulo Nunes, que se candidatou à presidência estadual do PT. ?Não é agora que vamos abandonar a história do PT?, analisou.

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