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Normas para o referendo saem amanh�

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As normas para a realização do referendo sobre o desarmamento vão ser votadas amanhã (4) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São instruções para a realização das campanhas favoráveis e contrárias ao desarmamento, pesquisas de opinião, prestação de contas e até mesmo o calendário do pleito. Ao todo são 12 instruções que já foram aprovadas pelo presidente do TSE, ministro Carlos Velloso, e precisam ser ratificadas pelo Plenário. O referendo está marcado para o dia 23 de outubro. A população terá que responder ?sim? ou ?não? à pergunta: ?O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil??. Para realizar a votação, o TSE prevê que possa gastar mais de R$ 200 milhões - o que inclui o recadastramento de eleitores de vários estados. Os brasileiros que moram no exterior não vão participar do referendo, uma vez que só as eleições para presidente da República são realizadas em outros países. Pesquisa Na primeira conversa que teve ontem (2) com os repórteres, pela manhã, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), comentou, com entusiasmo, um dia após ter ido a Campinas (SP) lançar a campanha parlamentar pelo desarmamento, a pesquisa realizada no dia 21 de julho pelo Datafolha segundo a qual 80% da população brasileira defende a proibição da comercialização de armas de fogo e munições no país. De acordo com a pesquisa do Datafolha, somente 17% dos brasileiros são contra a proibição da venda de armas e 3% ainda não chegaram a uma conclusão sobre o assunto. A pergunta feita à população pelo instituto foi a mesma que constará no referendo de 23 de outubro: ?O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil??. Foram ouvidas 2.110 pessoas em 134 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O Nordeste é a região brasileira onde as pessoas mais desejam o fim da venda de armas de fogo. Do total de entrevistados, 84% responderam ?sim? ao questionamento. Este resultado surpreendeu positivamente ao presidente do Senado, que confessou acreditar que os nordestinos ofereceriam resistência maior ao desarmamento. Por outro lado, na Região Sul este índice caiu para 71%, o menor entre as regiões. Com relação ao sexo dos entrevistados, as mulheres (89%) defenderam mais o desarmamento do que os homens (75%).

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