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Meirelles se livra da quebra de sigilo

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| AGÊNCIA FOLHA Brasília O ministro Marco Aurélio de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), indeferiu ontem pedido de quebra de bancário do presidente do Banco Central, Henrique de Campos Meirelles. A decisão segue agora para a Procuradoria-Geral da República. Em junho, o então procurador-geral da República, Claudio Fonteles, pediu a quebra do sigilo bancário do presidente da autoridade monetária, das empresas das quais foi sócio, no processo que investiga suposta remessa ilegal de dinheiro para o exterior. Meirelles apresentou ao Supremo extratos referentes às contas das quais havia sido solicitada a quebra de sigilo. Com a anexação desses documentos, o inquérito foi encaminhado ao procurador-geral para que se manifestasse sobre possível prejuízo dessa diligência. O processo, no entanto, retornou ao Supremo com o pedido de quebra de sigilo. Marco Aurélio ressaltou, em sua decisão, que o sigilo bancário é a regra, somente devendo ser afastado em caso de necessidade absoluta. No caso, o ministro observou que o procurador-geral da República insistiu no pedido de quebra de sigilo bancário, apesar de não ter examinado os dados oferecidos por Meirelles. O ministro considerou que é necessário analisar os elementos reunidos pelas diligências e que compõem o inquérito. Meirelles é investigado pela Procuradoria a partir de autorização do STF, uma vez que ele tem status de ministro. As suspeitas que pesam sobre o presidente do BC referem-se à transferência de dinheiro de empresas suas para o BankBoston em 1999, sem que tivesse sido feito registro na Receita. ### Funcionários do BC ameaçam ir à greve O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá enfrentar mais uma greve do funcionalismo público. Desta vez são os funcionários do Banco Central (BC) que ameaçam cruzar os braços. A paralisação parcial da categoria está marcada para esta quarta-feira, das 8h às 11h. Os funcionários do BC informaram que a paralisação de hoje é apenas um alerta. Segundo o Sinal (Sindicato dos Funcionários do Banco Central), a categoria está preparada para entrar em greve por tempo indeterminado. Os funcionários do BC reivindicam um reajuste de 57,64% ? ín0dice que se refere à inflação acumulada de junho de 1998 a 2002 (31,13%); reposição de 15% do período de 2003 a 2004; reposição das perdas salariais, objeto dos 13 compromissos do governo na campanha eleitoral de 2002. A categoria quer que a incorporação de tudo isso seja retroativo a abril de 2005. Hoje, os funcionários devem encaminhar para votação pelo Sinal uma proposta de paralisação de 24 horas para quinta-feira da próxima semana. O Sinal informa que se o governo continuar adiando a negociação, a categoria partirá para a greve, com uma forte mobilização. A campanha salarial de 2005 foi definida em assembléia geral nacional em abril. Pode faltar dinheiro Entre as conseqüências de uma greve no BC está a falta de dinheiro nos caixas dos bancos, já que os funcionários da instituição são responsáveis pelo recolhimento e distribuição de numerário. No país existem 4.700 funcionários do BC. Desse total, 700 estão em São Paulo. |AF

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