Política
Empreiteira amea�a paralisar as obras
| LUIZA BARREIROS Repórter O governador Ronaldo Lessa (PDT) está tentando, desde quarta-feira, em Brasília, conseguir que o governo federal libere R$ 29 milhões que ainda faltam para conclusão das obras do novo Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, ameaçadas de paralisação por atraso de verbas. Ontem, Lessa manteve contatos com a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, com o ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, e com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Murilo Portugal. ?Todos com quem falei já sabiam da necessidade da liberação dos recursos, por isso acho que efetivamente não teremos problemas para receber o dinheiro?, explicou Lessa. As obras estão praticamente concluídas, mas sem a liberação dos recursos, há o risco de a construtora OAS paralisar os trabalhos. A paralisação só não ocorrerá se ficar confirmado que dentro dos próximos dez dias os recursos sejam empenhados para possibilitar a assinatura do aditivo ao convênio para sua liberação. A garantia teria sido dada ao ministro do Turismo pelo presidente Lula. Do total de R$ 217 milhões que serão consumidos pela obra, há necessidade de um aporte de recursos de R$ 40 milhões, sendo R$ 36,4 milhões em verbas federais e R$ 3,6 milhões de contrapartida do governo do Estado. A Gazeta apurou que com R$ 30 milhões, é possível concluir as obras do prédio e colocar o aeroporto para funcionar no dia 16 de setembro, quando está prevista a inauguração. O último pagamento recebido pela OAS foi referente ao mês de junho. O pagamento da medição de um mês é sempre feito no mês subseqüente e, até agora, a OAS não recebeu o mês de julho. ### Fornecedores reclamam do atraso Além da construtora OAS, que financiou com seu próprio caixa as obras do aeroporto referentes ao mês de julho, vários fornecedores estão ameaçando interromper a prestação de serviço sse não receberem logo o que lhes é devido. A própria OAS reduziu de 1.000 para 500 o número de trabalhadores no canteiro de obras. Outra fornecedora, a empresa Arclima ? responsável pela instalação do sistema de ar-condicionado ?, reduziu seu pessoal de 170 para apenas 14 trabalhadores nesta etapa final. Quem também está com seu pagamento em atraso é a vice-prefeita de Maceió, Lourdinha Lyra. Ela conta que, desde 2001, teve a sua empresa, a Ponto e Linha, selecionada para vender os móveis do aeroporto. A empresária disse que entregou todos os móveis em meados de julho, mas até agora não recebeu o que lhe é devido. ?Soube hoje [ontem] que o ministro Mares Guia, do Turismo, teve um café da manhã com o presidente Lula, no qual o presidente teria garantido a liberação da verba?, contou Lourdinha Lyra, na tarde de ontem. |LB