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Lessa e PDT avaliam hoje alian�a com PT

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| ODILON RIOS O governador Ronaldo Lessa e membros de seu partido, o PDT, ligados ao Palácio Floriano Peixoto, realizam neste final de semana uma bateria de reuniões para avaliar a posição do governo estadual diante do agravamento da crise política nacional provocado por novas revelações de caixa 2, desta vez atingindo a campanha do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. o PDT, partido a que Lessa se filiou em maio, é oposição ao governo Lula no plano nacional. Ontem, pela manhã, a expectativa dos governistas alagoanos era o pronunciamento do presidente em rede nacional, no começo da tarde. A partir da fala de Lula nos meios de comunicação, em que o presidente pediu desculpas e se disse ?traído? pelo seu partido, o PT, haverá progressivas alterações como, por exemplo, se o governador vai endurecer o discurso contra Lula, fato que já vem acontecendo, com o mote na dívida pública do Estado e nos juros pagos todos os meses ao governo federal para amortização do débito. O PDT alagoano pode usar um tom mais brando, criticando a política econômica, mas ?blindando? o presidente. Além disso, nas reuniões, será definido se Lessa vai participar da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), em Brasília, um ato contra a corrupção, a política econômica do governo e ?derrotar as reformas neoliberais?. Entre os partidos que participarão da Conlutas, estão o PDT, o PV e o P-Sol. Com pouco poder de voz no PDT nacional e após desistir de ser interlocutor entre PDT e Lula, o governador começa a se descolar do presidente e tem sido cobrado pelo partido para um posicionamento sobre o cenário nacional. O argumento de Lessa é garantir a ?governabilidade?, mantendo uma ?boa relação? com o Palácio do Planalto. Todavia, ele não tem conseguido trânsito livre entre membros da esquerda no país, especialmente o P-Sol, que vêem em Lessa um aliado de Lula entre setores da oposição. O governador alagoano acabou sendo hostilizado no Rio de Janeiro, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), há duas semanas. A diferença entre o ato na ABI e da Conlutas será o espaço: enquanto o primeiro foi realizado em auditório fechado, o segundo será em frente à catedral de Brasília, com um possível apelo ao impeachment de Lula. A Gazeta apurou que o governador só aceitaria participar do evento no Rio se fosse em lugar reservado. Não se sabe se ele irá ao evento em Brasília. Comentando as novas denúncias, desta vez envolvendo o presidente, Lessa foi cuidadoso: ?É muito difícil. É uma situação que a gente não esperava que chegasse. Não sei as conseqüências que isso vai ter. Acho que nem o PT pode avaliar as conseqüências?. A declaração foi dada após a entrega de 42 motocicletas e quatro viaturas, estilo picape, ao Instituto de Criminalística, ontem pela manhã.

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