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Política

Partidos correm contra o calend�rio

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| ODILON RIOS Repórter Parlamentares e partidos políticos correm contra o tempo e aceleram as negociações para a mudança de legenda até 1º de outubro deste ano. Pelos prazos da Justiça Eleitoral, a filiação a partido e a mudança de domicílio eleitoral, para concorrer às eleições, só podem ser feitas até um ano antes do pleito. Na prática e para evitar surpresas, algumas destas siglas trabalham com folga de prazo, como é o caso do PFL, que lançou sua rede na Câmara de Vereadores e na Assembléia Legislativa (ALE). Na semana passada, atraiu o vereador Berg Holanda (ex-Prona), e pelo menos mais três irão assinar a ficha do PFL, disse o presidente da Câmara, Arnaldo Fontan (PFL). ?A gente avança nisto até 15 de setembro?, apontou. Dois vereadores estão sem partido: Diogo Gaia (ex-PT) e Alan Balbino (ex-PSB). Ambos são sondados pelo PFL, mas a engrenagem política parece reservar outra rota, pelo menos a Balbino: ele iria para o PMDB, como parte da estratégia dos pemedebistas de crescer no Legislativo municipal. A discreta geografia é traçada pelo presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB) e aglutinaria mais três parlamentares. O PMDB tem um vereador, o irmão do senador, Robson Calheiros. ?Posso ir para o PMDB ou para o PFL?, confirmou Balbino, sem fixar data para a escolha. Gaia pode ir para o PFL, por pressão da família. Na Assembléia, o PFL tem três deputados estaduais: Antônio Albuquerque (ex-PL), Cícero Amélio (ex-sem partido) e Nelito Gomes de Barros. Segundo Fontan, Gervásio Raimundo (PTB) também pode migrar para o PFL. Celso e Lessa avançam O PMN, partido do presidente da ALE, deputado Celso Luiz, não filiou nenhum deputado, mas desperta interesse em Marcos Ferreira (PSB), Fernando Duarte (PPS), Temóteo Correia (PTB), Cícero Ferro (PMDB) e Gilvan Barros (PTB). Entre dez e 15 parlamentares podem se engajar na legenda. As datas no partido para novas filiações ainda são mantidas em segredo. Ainda visto como aliado do governador Ronaldo Lessa (PDT), só que ?esquecido? pelo Palácio Floriano Peixoto, Celso Luiz acompanha, discretamente, o avanço do governador na ALE. Os deputados João Beltrão e Gilvan Barros, por exemplo, por determinação de Lessa, pediram licença e deixaram o espaço aos seus suplentes, Jota Cavalcante e Júnior Leão. PDT e P-Sol no interior Os pedetistas marcaram para o final do mês o prazo para filiação de novos membros e a arrumação de 40 diretórios municipais, só que não estão incluídas, pelo menos por enquanto, adesões na Câmara de Vereadores da capital ou na Assembléia Legislativa. Para o porta-voz do partido, Wellison Miranda, o PDT ?trabalha lideranças, prefeitos e lideranças?. Alguns presidentes de diretórios municipais ?caducaram?. De todos os partidos, o PSOL é o que está em situação mais delicada: quer ser legalizado até o final do mês e até 1º de outubro filiar novos membros. Coletou 770 mil assinaturas, 449 mil entregues aos tribunais regionais eleitorais de todo o país. Torpedos O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB), depois de sumir da propaganda do seu partido em Alagoas, reapareceu nos meios de comunicação na semana passada, falando do Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, mas sem reclamar a paternidade, como fazia há cerca de cinco meses, quando dizia que a obra era fruto de uma parceria, excluindo o governo estadual. O aeroporto é feito em conjunto com o Governo Estadual e Federal, só que a maior parte dos recursos é da Infraero, vinculada ao ministério do Turismo, nas mãos do PTB, em Alagoas representado pelo deputado federal João Lyra. A aparição no cenário político e as idas e vindas ao interior do senador coincidem com a crise em Brasília, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a declaração dele de que era candidato ao governo estadual, amornando, pelo menos por enquanto, a disputa entre o governador e o grupo político de Lyra. Nos bastidores, a idéia, na ala Lyra, é endurecer contra Lessa e os torpedos prometem não poupar nem os membros do governo, vistos como ?inimigos?. Na trincheira de Lessa, a ordem é atirar contra alguns na equipe. Na ordem dos ataques, um deles caiu: Elionaldo Magalhães. O outro, o superintendente municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU), Ednaldo Afonso Marques de Melo, é apontado como ?um obstáculo? ao governador, por estar ?reclamando demais? do Memorial da República, a ser construído na Avenida da Paz, embargada pela Justiça Federal. Até ligações telefônicas de Lessa ao prefeito Cícero Almeida (PTB) são constantes.

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