Política
Ex-oficial Cavalcante voltar� para AL
| LUIZA BARREIROS Repórter O juiz da Vara de Execuções Penais, Jamil Amil de Hollanda Ferreira, disse ontem que ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante deverá retornar para Alagoas no final desta semana, quando acaba o prazo de 30 dias dado pela Justiça de Pernambuco para que ele permaneça do Presídio Aníbal Bruno. Segundo Amil, não há nenhuma nova negociação com outro Estado da federação para que Cavalcante seja permutado com outro Estado. ?Se até o dia 19, quando acaba o prazo dado pela Justiça de Pernambuco, outro local não for providenciado pela Secretaria de Defesa Social de Alagoas, encaminharei um ofício determinando o retorno do preso para Alagoas?, disse ontem. Jamil Amil afirmou que recebeu uma cobrança neste sentido do juiz Adeildo Nunes, da 1ª Vara de Execuções Penais de Pernambuco. O governador Ronaldo Lessa (PDT) disse ontem que o governo não vai mais buscar um presídio em outro Estado e que Cavalcante deve mesmo voltar para o Presídio Baldomero Cavalcanti. Segundo ele, a Secretaria de Defesa Social estava dando um apoio ao Judiciário, ao tentar obter vagas em presídios de outros estados. ?Nós conseguíamos as vagas, mas quando o Judiciário desses Estados era ouvido, como aconteceu em Brasília, Pernambuco e Maranhão, a resposta sempre era negativa?, disse Lessa. O juiz Jamil Amil avisou que se Cavalcante voltar, determinará que seja colocado em uma ala com vigilância mais rigorosa. Mas o subsecretário de Defesa Social, Pascoal Savastano, já avisou que ele volta para o mesmo local de onde saiu. ### Um preso que nenhum presídio quer O ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante deixou Alagoas em 25 de janeiro. Foi levado primeiramente para a sede da Polícia Federal em Salvador, onde passou 18 dias, e depois para São Paulo, onde passou mais 12 dias até ser transferido para Centro de Ressocialização de Presidente Bernardes, onde passou a cumprir pena em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Após 148 dias ? e depois que a Justiça de São Paulo se recusou a permanecer com ele e a do Distrito Federal, a recebê-lo ? Cavalcante foi levado para Pernambuco. O Estado também se recusou a recebê-lo em definitivo, mas aceitou mantê-lo no Presídio Aníbal Bruno por 30 dias, até que um novo local fosse conseguido. Depois, o Maranhão também não aceitou o preso. Ameças A transferência de Cavalcante de Alagoas foi feita a pedido do Tribunal de Justiça, depois que uma investigação do Judiciário concluiu que, mesmo preso, ele continuaria a comandar o crime organizado e estaria planejando matar dois juízes que o condenaram: Hélder Loureiro e Marcelo Tadeu. O ex-oficial também é acusado de ter planejado o assassinato de Ebson Vasconcelos, o Eto, principal testemunha contra ele no processo do assassinato do tributarista Silvio Vianna. |LB