Política
Lessa d� ordem de apertar os cintos nas despesas
| ODILON RIOS Repórter O governador Ronaldo Lessa (PDT) reuniu ontem pela manhã todo o secretariado, a portas fechadas, para anunciar um cronograma de corte de gastos até o final do ano na máquina pública. Segundo apurou a Gazeta, não foram discutidos extinção no número de secretarias nem números, mas um ?planejamento financeiro até dezembro?, conforme explicou o secretário geral de Governo, Pedro Alves: ?As prioridades são obras que estão em andamento no Estado: a segunda etapa do Centro de Convenções e o primeiro módulo do Canal do Sertão?. A reunião começou por volta das 10 horas da manhã e durou pouco mais de duas horas. No final, a determinação: ?A ordem é economizar?, apontou Pedro Alves. Ele disse que os secretários coordenadores de células vão fazer um ?acompanhamento sistemático? dos recursos das pastas. Dados citados pelo secretário apontam que em 1999, o Estado tinha uma folha de R$ 44 milhões; hoje ela está em R$ 88 milhões. A média salarial, informou Alves, em 1999, era de R$ 855; atualmente é de R$ 1.420. A reunião convocada por Lessa aconteceu dias depois da divulgação da dívida de pouco mais de R$ 1 milhão da Polícia Militar, além da dívida pública do Estado, de R$ 5,5 bilhões. Atualmente, o Estado paga 19% da sua receita para amortizar a dívida. Lessa reclama que deveria ser 15% e, apesar de apontar os defeitos da política econômica nacional, parece não ter convencido o Palácio do Planalto sobre a mudança de parâmetro para pagamento da dívida, parte dela herança da extinção do antigo Banco do Estado S/A, o Produban, em processo de liquidação. Depois de uma série de reuniões neste final de semana, para avaliar sua posição em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador convocou para amanhã uma reunião, no Palácio Floriano Peixoto, com o Conselho Político, formado pelos partidos que estão na base do governo estadual. A discussão será sobre a reforma eleitoral, que poderá ser votada na semana que vem pelo Senado. Na proposta, a partir de projeto do senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), a extinção dos showmícios e o controle de gastos no horário eleitoral gratuito nos meios de comunicação.