Política
Prazo para CPI do Fumo � hoje
Há vários deputados querendo participar da Comissão de Inquérito. Até ontem não havia consenso para indicar os nomes A definição dos nomes dos deputados estaduais que irão compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar a evasão fiscal no setor fumageiro da região do Agreste foi novamente adiada. O líder da bancada da maioria dentro da Assembléia Legislativa do Estado (ALE), deputado Dudu Albuquerque (PSB), solicitou ao presidente da Casa, deputado Celso Luiz (PMN), o adiamento da indicação dos três últimos componentes da CPI para a próxima semana. A solicitação, no entanto foi negada por Celso. ?O prazo já está vencido. Eu espero somente até amanhã pela indicação dos nomes?, avisou o presidente da ALE. A sessão de ontem da ALE ficou suspensa por cerca de quarenta minutos, enquanto os membros da bancada da maioria debatiam sobre as indicações. A intenção do líder da bancada era chegar a um consenso em torno dos indicados, o que não foi alcançado. ?Não houve um entendimento. Esperávamos por um consenso entre os interessados em participar da CPI, já que o número de membros que deverão ser indicados é inferior ao número de deputados que estão pleiteando participar dessa comissão?, explicou Albuquerque. Estão confirmados como membros da CPI os deputados Francisco Tenório (PPS), Timóteo Correia (PTB) e Marcos Barbosa (sem partido). Cautela Na manhã de hoje acontece uma reunião com os integrantes da bancada da maioria para, finalmente, definir a composição da CPI. Dudu Albuquerque, que é de Arapiraca e preside a comissão permanente de Fiscalização e Controle da ALE, falou sobre sua expectativa em relação ao andamento das investigações. ?Eu tenho pedido aos demais companheiros bastante cautela, no sentido de que a gente inicie os trabalhos dentro de uma visão que não venha a trazer nenhum prejuízo para a região e contribua também com o Estado de Alagoas no incremento da arrecadação? ponderou. Segundo Dudu Albuquerque, ainda existe a possibilidade da CPI ser evitada através de um acordo entre os parlamentares e os empresários do setor fumageiro. ?Eu me sinto um mediador em relação ao setor e à Assembléia, no sentido de que nós possamos elevar essa pauta aos patamares da pauta do Estado de Sergipe. Existe vertente nesse caminho. Havendo esse entendimento, acredito que seja desnecessário [criar a CPI]?, disse. A pauta de recolhimento de ICMS sobre o fumo vendido em Alagoas é de R$ 2,50. Em Sergipe, a pauta é de R$ 4,00. |PV