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Bancada alagoana deve seguir l�deres

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| LUIZA BARREIROS Repórter Os deputados federais alagoanos deverão votar hoje a Medida Provisória (MP) que trata do valor do salário mínimo acompanhando a orientação das lideranças partidárias. No início da noite de ontem, lideranças do PPS, PDT, Prona e PV decidiram acompanhar a proposta ? de autoria do PFL ? já aprovada no Senado Federal, que eleva o mínimo para R$ 384,29. PSDB e PTB liberaram seus parlamentares e os partidos da base aliada (PSB, PT, PMDB, PP, PL e PCdoB) se comprometeram a votar favoravelmente à proposta original do governo, que elevou de R$ 260,00 para R$ 300,00 o valor do mínimo este ano. Se esse acordo for mantido, os deputados federais alagoanos Rogério Teófilo (PPS) e Jurandir Bóia (PDT), por exemplo, votarão contrariando suas própria convicções: os dois haviam anunciado que votariam pela manutenção do mínimo de R$ 300,00. ?Essa é uma posição de coerência, já que prefeituras, estados e a própria Previdência não têm condições de pagar um valor maior. O ideal seria que o mínimo fosse muito maior, mas aprovar esse valor agora poderia provocar uma grande instabilidade na economia do País?, justificou Bóia, pouco antes do acordo dos líderes. Para o deputado Rogério Teófilo, o mínimo de R$ 300,00 é o que municípios e Estados têm condições de pagar. ?Não é possível aprovar um valor que não tem condição de ser pago?, justificou. Apesar disso, ele deixou claro que, se o acordo de lideranças for mantido, seguirá a orientação do PPS. O deputado Givaldo Carimbão (PSB) também foi ouvido pela Gazeta, mas preferiu não revelar seu voto, alegando que a votação seria simbólica e não nominal. ?Quem disser é hipócrita?, justificou. A sessão de ontem na Câmara foi encerrada pelo presidente Severino Cavalcanti (PP), após perceber que o acordo de líderes ? para manter o mínimo em R$ 300 ? poderia ser descumprido. Havia ficado acertado que a votação seria simbólica (sem o registro nominal de votos). No entanto, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) conseguiu reunir mais de 32 assinaturas para pedir a verificação de quórum. Com isso, a votação teria que ser nominal. Dessa forma, as chances de uma nova derrota do governo seriam maiores, já que muitos deputados não querem ver seu nome vinculado ao rebaixamento do mínimo. Se o novo mínimo for aprovado hoje, o presidente Lula deverá vetar o aumento.

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