Política
Acordo livra prefeita de Passo
Tribunal Regional Eleitoral aceitou a desistência do processo contra a prefeita de Passo do Camaragibe, Márcia Nogueira O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL) decidiu, por unanimidade, promulgar o pedido de desistência da coligação ?Passo Rumo ao Progresso? (PP-Prona-PCdoB) de dar seguimento ao processo que pedia a extinção do mandato da prefeita de Passo de Camaragibe, Márcia Nogueira (PDT). A prefeita era acusada pelo grupo adversário de compra de votos e abuso de poder econômico na tensa eleição do ano passado no município. A decisão do tribunal ocorreu um dia depois de um acordo entre a prefeita Márcia Nogueira e o juiz eleitoral Sóstenes Alex, que acusava Nogueira de ameaças de morte. O acordo foi feito segunda-feira pela manhã, no gabinete do presidente do Tribunal de Justiça, Estácio Gama. O juiz e a prefeita se comprometeram a restabelecer o clima de paz em Passo. Estavam presentes também o presidente do TRE, desembargador José Fernando Lima Souza, e os corregedores dos dois tribunais, Washington Luiz e Humberto Martins. Polêmica O PCdoB passou ontem por maus bocados na sessão do tribunal e até a cassação do registro do partido, na capital, foi cogitada entre os membros do TRE-AL, o que acabou não acontecendo. Tudo isso aconteceu porque, segundo o tribunal, a sigla deixou de apresentar as contas referentes a 2001. Naquele ano, a legenda acabou sendo punida e não recebeu, por um ano, os recursos do Fundo Partidiário. A discussão aconteceu entre Marcelo Teixeira, Evilásio Feitosa e Humberto Eustáquio e demorou uma hora. De um lado, Eustáquio defendia que os comunistas poderiam apresentar as contas, mesmo fora do prazo; do outro, Feitosa via o contrário, ou seja, os prazos teriam se expirado. No final, o tribunal decidiu que o PCdoB já havia sido punido em 2001, encerrando a polêmica. |OR