Política
Juiz diz que prazo n�o � prorrog�vel
O juiz da 1ª Vara de Execuções Penais de Penambuco, Adeildo Nunes, oficializou ontem a prorrogação, por mais 15 dias, da permanência do ex-tenente-coronel PM Manoel Francisco Cavalcante no Presídio Aníbal Bruno, em Recife. Em seu despacho, o juiz pernambucano deixou claro, no entanto, que o novo prazo ? que termina em 2 de setembro ? é improrrogável. Cavalcante deveria ter retornado hoje a Alagoas, mas com a prorrogação, o governo do Estado e o Judiciário alagoano tentarão conseguir que um outro Estado aceite recebê-lo para cumprir pena. Considerado líder da ?gangue fardada?, ele foi condenado a mais de 19 anos de prisão. Depois de cumprir sete anos no Presídio Baldomero Cavalcanti, ele deixou Alagoas em 25 de janeiro, depois que o Tribunal de Justiça ouviu o depoimento de um colega de cela do preso, que afirmou que mesmo preso, ele comandaria o crime organizado. Além de ter mandado executar de uma testemunha, ele estaria tramando matar dois juízes ? Marcelo Tadeu e Hélder Loureiro ? responsáveis por sua condenação. O ex-oficial passou 148 dias em São Paulo, mas nenhum outro Estado aceitou recebê-lo em definitivo ? apenas Pernambuco, mas só por 30 dias. A prorrogação da permanência em Recife foi anunciada no início da noite de quinta-feira, depois que o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Rodrigo Collaço, foi provocado pelo juiz alagoano Marcelo Tadeu, apelou à AMB para que fossem tomadas providências para tentar reverter o retorno do ex-oficial, inclusive pedindo a intervenção do Ministério da Justiça. Ontem à noite, a assessoria de imprensa da AMB afirmou que foi informada que o juiz das Execuções de Alagoas, Jamil Amil, é que estaria pedindo o retorno de Cavalcante, alegando ?questões judiciais?. Neste caso, segundo Collaço, a AMB não teria como intervir. A Gazeta tentou ouvir ontem o juiz Jamil Amil, mas ele não foi localizado por telefone.|LB