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Nº 5752
Política

MPF investiga pagamento de R$ 1,8 mi para Ricardo S�rgio

Brasília – O Ministério Público Federal começou a investigar o pagamento de R$ 1,8 milhão feito pela empresa Operate ao ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira. A Operate é uma subsidiária do grupo La Fonte, que participou de um dos consó

Por | Edição do dia 09/05/2002 - Matéria atualizada em 09/05/2002 às 00h00

Brasília – O Ministério Público Federal começou a investigar o pagamento de R$ 1,8 milhão feito pela empresa Operate ao ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira. A Operate é uma subsidiária do grupo La Fonte, que participou de um dos consórcios vencedores do processo de privatização das telecomunicações. Segundo o procurador da República Luiz Francisco de Souza, as justificativas dadas pelo economista à revista Veja gerou suspeitas. Na próxima semana, procuradores vão fazer uma nova devassa fiscal em outras oito pessoas, supostamente ligadas ao processo de privatização da Companhia Vale do Rio Doce. “Não estamos fazendo um prejulgamento, mas temos de fazer a investigação a partir do momento em que Ricardo Sérgio afirmou que o dinheiro foi pagamento por uma consultoria”, afirma Luiz Francisco. Segundo ele, o Ministério Público Federal está levantando documentos para comprovar ou não se houve uma prestação de serviços, que teria sido feito por meio da Planefin, empresa do ex-diretor do Banco do Brasil. Segundo o procurador, a Operate é uma empresa ligada à La Fonte, do empresário Carlos Jereissatti, de quem Ricardo Sérgio é amigo. “Essa é mais uma razão para que façamos a investigação”, justifica o procurador. A Planefin tem como sócios a mulher do ex-diretor do Banco do Brasil, Elizabeth Salgueiro de Oliveira, e está instalada em duas salas no bairro dos Jardins, em São Paulo, avaliadas em R$ 1 milhão. Para os investigadores, o que mais causa estranheza no caso é que a empresa tem um gasto anual de apenas R$ 40 mil com sua folha de pagamento. Na próxima semana, o Ministério Público Federal vai centralizar suas investigações em torno da privatização da Vale do Rio Doce, de onde surgiu a denúncia de que Ricardo Sérgio poderia ter cobrado R$ 15 milhões em comissão do empresário Benjamin Stainbruch. Tanto é, que os procuradores vão anunciar a terceira relação de mais oito pessoas e empresas que passarão por auditoria fiscal. Esta semana, além de Ricardo Sérgio, 18 pessoas físicas e jurídicas terão sua vida fiscal devassada pela Receita Federal.

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