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Cavalcante fica mais 90 dias em Recife

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| LUIZA BARREIROS Repórter A Justiça de Pernambuco aceitou ontem prorrogar por mais 90 dias a permanência do ex-tenente-coronel PM Manoel Francisco Cavalcante no Presídio Aníbal Bruno, em Recife. A informação foi confirmada no fim da tarde pela assessoria do juiz da 1ª Vara de Privativa de Execuções Penais de Pernambuco, Adeildo Nunes. Cavalcante está no presídio pernambucano desde o dia 21 de julho, para onde foi levado depois de deixar o Presídio de Segurança Máxima de Presidente Bernardes, em São Paulo, onde passou 148 dias. O ex-oficial deixou Alagoas em 25 de janeiro, após o Tribunal de Justiça ouvir o depoimento de um colega de cela do preso, afirmando que mesmo recluso ele comandaria o crime organizado. Ele foi apontado como sendo responsável pela execução de Ebson Vasconcelos ? o Eto, principal testemunha contra ele no Caso Silvio Vianna ? e acusado de estar tramando matar dois juízes ? Marcelo Tadeu e Hélder Loureiro ? responsáveis por sua condenação. Nenhum outro Estado aceitou receber o preso de Alagoas. Ele foi levado para Pernambuco, apenas em caráter temporário, inicialmente por apenas 30 dias, até que o governo e o Judiciário de Alagoas encontrassem um outro local. O prazo foi prorrogado por 15 dias e terminaria na próxima sexta-feira. Na última terça-feira, no entanto, o juiz Adeildo Nunes revelou que recebeu um pedido do próprio preso para permanecer no Presídio Aníbal Bruno. O ex-líder da gangue fardada alegou se sentir ameaçado no presídio de Alagoas, e considerou que, por ser um Estado vizinho, estaria próximo da família, sendo possível cumprir todas as exigências da Justiça alagoana. O Ministério Público de Pernambuco chegou a dar uma parecer favorável à permanência e o juiz Adeildo Nunes encaminhou um ofício ao juiz Jamil Amil, da Vara de Execuções Penais de Alagoas. Jamil Amil teria concordado com o pleito do ex-oficial, desde que a transferência tivesse caráter definitivo. O juiz Adeildo Nunes acabou autorizando apenas a prorrogação por três meses, mas ainda em caráter temporário. Antes de decidir, no entanto, o juiz obteve pareceres favoráveis à permanência de Cavalcante por parte das autoridades de segurança dos estados. O fato de o próprio preso querer permanecer também pesou na decisão.

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