Política
MST critica economia e poupa Lula
| MARCELO SALINAS Folhapress Na quinta edição do Grito dos Excluídos, quando Fernando Henrique assistia à maior onda de protestos contra seu governo, o coordenador do MST Gilmar Mauro defendia o fechamento do Congresso e a saída de FHC da Presidência. Hoje, seis anos depois, o MST faz a Lula críticas parecidas às que fazia ao seu antecessor, mas rejeita o ?Fora Lula?. ?Achamos inoperante voltar às ruas, como alguns setores de esquerda estão propondo: ou levantando o ?Fora Lula? ou levantando o ?Fica Lula?, afirmou ontem João Pedro Stedile, coordenador nacional do MST, durante a divulgação do 11º Grito dos Excluídos, que acontece dia 6 e 7 deste mês em diversas cidades do país. No Grito dos Excluídos deste ano, as denúncias de corrupção que envolvem o governo Luiz Inácio Lula da Silva não motivarão os principais protestos. O MST, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e os movimentos sociais participantes do evento elegem a política econômica como o primeiro alvo da ?gritaria?, como chamou Stedile. ?O foco da gritaria é exigir mudanças na política econômica do governo porque a nossa avaliação é que os problemas que o povo enfrenta são conseqüência da manutenção do modelo econômico neoliberal, que o governo Lula não teve coragem de mudar.? Na ?Marcha dos 100 mil?, como foi chamada a manifestação contra FHC, em 26 de agosto de 1999, o hoje presidente Lula elogiou a capacidade de mobilização da sociedade: ?Que FHC e sua corja nunca mais ousem duvidar da capacidade de organização da sociedade?.