Política
Espancamento gera motim em pres�dio
| CARLA SERQUEIRA Repórter O espancamento de quatro presos por outros seis companheiros, ontem pela manhã, no presídio Rubens Quintella, no Tabuleiro do Martins, provocou um princípio de rebelião. Os agressores foram identificados no início da tarde pelo diretor da unidade, José Francisco de Lima, e encaminhados para o 8º Distrito Policial, no bairro Henrique Equelmam, onde foram autuados em flagrante. O motivo das agressões não foi revelado. Segundo o secretário de Ressocialização, Valter Gama, a confusão teria sido provocada por um dos detentos que teriam gritado que queriam matá-lo. Valter Gama reclamou da superlotação no presídio Rubens Quintella. ?A capacidade é para 304 presos; hoje, a lotação é de 349. Muitos aguardam decisão da Justiça. Tem homem que foi preso por porte ilegal misturados com homicidas?, queixou-se o secretário. O espancamento ocorreu nas primeiras horas da manhã e o motim, às 18 horas. ?Toda a confusão não passou de uma hora. Estive no presídio e conversei com os presos. Eles não quiseram revelar o motivo das agressões?, disse Valter Gama. Os quatro presos vítimas da violência foram encaminhados para a Unidade de Emergência Dr. Armando Lages, no Trapiche. ?Eles estavam muito machucados?, afirmou Valter Gama. Os prejuízos materiais, de acordo com o secretário, não foram muitos. ?Algumas lâmpadas foram quebradas, só isso?, afirma, dizendo que maior foi o barulho que os detentos fizeram batendo nas grades das celas. ?Mas em pouco tempo, os agentes conseguiram conter o motim?. Os seis agressores, no início da noite de ontem, prestavam depoimento no Centro Integrado de Apoio ao Cidadão (CIAPC), no Farol, onde foi aberto inquérito policial.