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Bancada federal de AL prev� cassa��o

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| PETRÔNIO VIANA Repórter A maioria dos membros da bancada federal de Alagoas já se definiu quanto à votação que vai definir o futuro político de deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), autor das denúncias da existência de um ?mensalão? dentro da Câmara dos Deputados. Na última quinta-feira, o Conselho de Ética da Câmara recomendou, por 14 votos a zero, a cassação de Jefferson e de outros 17 deputados. Com a paralisação do Congresso Nacional devido à Semana da Pátria, a votação da cassação de Roberto Jefferson deverá ocorrer somente na segunda quinzena de setembro, quando o presidente da Câmara, deputado Severino Cavalcanti (PP-PE), colocar o caso na pauta de votações. Os deputados federais alagoanos procuraram demonstrar tranqüilidade ao tratar do assunto. O deputado federal João Lyra (PTB), companheiro de partido de Roberto Jefferson, considera ?difícil? fazer um prognóstico da situação do parlamentar. ?No Congresso, não se sabe o que vai acontecer?, observa. Lyra esteve afastado de Brasília durante a semana passada. ?Estive ocupado com as questões locais e com a minha candidatura ao governo do Estado?, comenta. Sobre a sucessão interna no PTB, caso o deputado Roberto Jefferson venha a ser realmente cassado, João Lyra aponta uma indefinição. ?Não tem ninguém [para substituir Jefferson]. É desagradável pensar no que ainda não aconteceu. Estamos deixando para ver o que acontece?, explica Lyra. O deputado nega que tenha o interesse de assumir o comando nacional do PTB. ?Não tenho tempo. Já ando enforcado com os meus negócios e agora com a campanha para governador?, avalia. ### Lira repete voto do conselho Jurandir Bóia: com o PDT Lira e Bóia já se definiram: vão votar pela cassação O coordenador da bancada federal de Alagoas, deputado Benedito de Lira (PP), que foi um dos 14 membros do Conselho de Ética a votar pela cassação de Roberto Jefferson (PTB-RJ), pretende repetir seu voto em plenário. O parlamentar considera que, mesmo sendo uma votação secreta, não existe a possibilidade de acontecer uma ?surpresa?, ou seja, do deputado não ser cassado pelo plenário da Câmara. ?É claro que uma votação secreta é imprevisível, mas eu não acredito em uma surpresa. Se Jefferson não for cassado, isso pode prejudicar muito os processos contra os outros deputados envolvidos. Haverá uma indefinição no decorrer dos outros processos?, alerta Lira. Depois de ser condenado pelo Conselho de Ética, Jefferson fez ameaças de que revelaria mais nomes de deputados envolvidos com o mensalão, caso esses parlamentares pretendessem votar pela sua cassação. O deputado Benedito de Lira acredita que essas ameaças podem surtir um efeito contrário ao esperado por Jefferson. ?Essas ameaças, em uma tentativa de pressionar psicologicamente os deputados, podem acabar causando irritação?, avalia. Segundo Lira, o clima nos bastidores do Congresso Nacional é desfavorável para o deputado Roberto Jefferson. ?Pelo que posso perceber, pelas manifestações dos parlamentares e pelo que eu escuto nos corredores, o ânimo da Câmara é hostil em relação a Jefferson e suas ameaças?, observa. ?Existe uma pressão muito forte da sociedade, uma pressão de fora para dentro do Congresso, para que as punições aconteçam. Isso não pode ficar sem resposta?, conclui o deputado. Lira não quis comentar a sucessão no PTB, com a saída de Jefferson, mas afirma que o partido tem ?bons quadros e deverá encontrar alguém?. ?É um problema interno do PTB, não dá para fazer uma previsão?, diz. Satisfação O deputado Jurandir Bóia (PDT) conta que vai seguir a orientação de seu partido e votar pela cassação de Roberto Jefferson. ?É uma orientação do partido, uma decisão coletiva do PDT, mas faço isso até por uma questão de ética. Eu vejo que o sentimento da Câmara é de punir, de cassar os envolvidos?, conta. Sobre a possibilidade de que Jefferson venha a ser absolvido pelo plenário da Casa, Bóia revela preocupação. ?É preciso dar uma satisfação à sociedade. Depois de tanta coisa feia que apareceu, a absolvição de Jefferson iria pegar mal para a imagem da Câmara?, avalia. O deputado considera, a essa altura, uma ?questão de decência? cassar os envolvidos nas denúncias de corrupção. ?Acredito que estamos no caminho da moralização e da decência?, diz Bóia. O parlamentar considera, dentro de todo o processo que envolveu a apuração das denúncias de pagamento de propina a membros do Congresso Nacional, a possibilidade de todos os acusados poderem apresentar suas defesas, independentemente do julgamento popular a que foram e ainda estão sendo submetidos. ?O que é bonito nessa situação, dentro do Conselho de Ética da Câmara, é o amplo direito de defesa. Na lista apresentada, todos os parlamentares terão esse direito. Mas a defesa tem que ser bem fundamentada, porque todos serão alvo, como estão sendo, de investigações profundas, mas todos os casos serão avaliados de um por um?, argumenta. Por esse motivo, o deputado diz não saber se as punições serão as mesmas para cada um dos parlamentares acusados de envolvimento. O deputado prefere não opinar sobre o processo de sucessão de Roberto Jefferson dentro do PTB, mas revela acreditar na ascensão do líder da bancada do partido na Câmara, deputado José Múcio Monteiro (PE). ?Não posso opinar nessa questão interna do PTB, mas acho que o deputado José Múcio tem o respeito necessário para comandar o PTB depois desses acontecimentos?, aponta. |PV ### Helenildo prevê surpresas e Teófilo diz que PPS aprova O deputado Helenildo Ribeiro, que esteve licenciado e reassumiu o cargo na última sexta-feira ? foi substituído por Jorge VI ? comentou a possibilidade de cassação de Roberto Jefferson (PTB-RJ) e de outros 17 parlamentares. ?Eu sou a favor da cassação do Jefferson e de todos os outros envolvidos nas denúncias?, enfatiza. Mesmo com as ameaças feitas por Roberto Jefferson, Ribeiro acredita na cassação do parlamentar pelo plenário da Câmara. ?Acredito na cassação, mas Jefferson é uma bomba viva. Ele diz que, se for cassado, vai explodir. Isso causa uma certa imprevisibilidade em relação à votação no plenário da Câmara?, alerta. O deputado leva em consideração as ameaças de Roberto Jefferson em revelar outros nomes de parlamentares envolvidos no pagamento de propinas dentro da Câmara. ?Como se sabe que muitos deputados receberam o mensalão, e como a votação será secreta, os que receberam dinheiro poderão votar para que ele não seja cassado. Existe o risco de haver uma surpresa, porque Jefferson será julgado por pessoas envolvidas no esquema de corrupção?, avalia o deputado. Parecer O deputado Rogério Teófilo (PPS) conta que a orientação de seu partido também é pela cassação dos 18 envolvidos apontados pelo parecer parcial das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), inclusive do deputado Roberto Jefferson (PTB). Segundo Teófilo, o PPS deverá acompanhar todos os procedimentos até a conclusão do processo. ?O PPS vai procurar votar com as comissões, encaminhando todos os 18 acusados para o plenário, com a ciência do parecer, do relatório da Conselho de Ética e respeitando o direito de defesa de cada um?, explica. De acordo com Teófilo, todos os parlamentares do PPS deverão votar pela cassação de Roberto Jefferson e dos outros parlamentares. O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (PE), afirmou, na última sexta-feira, que vai aguardar o posicionamento do presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), para enviar ao Conselho de Ética da Casa as representações contra os 18 deputados citados no relatório parcial das CPIs. Roberto Freire argumentou que apresentaria as representações caso a mesa da Câmara não tomasse a iniciativa ou arrastasse o processo além do necessário. Resposta ?O parecer do Conselho de Ética, como a votação de 14 a zero pode demonstrar, está muito bem embasado. Os dados serão encaminhados para o partido na próxima segunda-feira. De posse do parecer, comprovados os danos à Câmara e exauridos os procedimentos de defesa, tenho certeza que 100% dos membros do PPS vão votar pela cassação?, diz o deputado Rogério Teófilo. Na opinião do deputado, a cassação dos envolvidos nas denúncias de corrupção é uma resposta à sociedade, que acompanha o desenrolar das investigações. ?A sociedade quer que o Congresso Nacional cumpra o que diz a Constituição Federal, que ele assuma suas obrigações, de legislar e fiscalizar?, avalia. Razão O deputado Rogério Teófilo enfatiza que, neste momento, o Congresso Nacional deve manter a racionalidade diante das ameaças feitas por Roberto Jefferson para tentar coagir os parlamentares a absolvê-lo no plenário da Câmara. ?O Congresso tem que trabalhar com a razão. Não são as instituições que estão em crise, mas sim algumas pessoas que serão expurgadas por esse processo?, aponta o parlamentar. A Gazeta não conseguiu, na última sexta-feira, contatos com os deputados Givaldo Carimbão (PSB), Olavo Calheiros (PMDB), José Thomaz Nonô (PFL) e João Caldas (PL). |PV

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