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Prefeita vai a julgamento hoje no TRE

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| PETRÔNIO VIANA Repórter O julgamento do recurso em investigação judicial eleitoral impetrado contra a prefeita de Olho d?Água Grande, Tereza de Fátima Barbosa Cedrim (Prona), que deveria ter acontecido na última terça-feira, foi adiado para a sessão de hoje do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O motivo do adiamento foi o pedido do relator do processo, juiz Pedro Augusto Mendonça de Araújo, para retirar o caso da pauta do dia. A ação contra Tereza Cedrim foi interposta ainda no período eleitoral do ano passado, antes mesmo da realização do pleito, pelo PDT e pelo PSB. Os partidos, que disputavam com Tereza Cedrim a prefeitura da cidade, alegam que a então candidata, juntamente com seu marido, José Carlos Cavalcante e o deputado estadual Adalberto Cavalcante (sem partido), cunhado dela, teriam cometido abuso de poder econômico durante a campanha eleitoral. O advogado Heth Cézar Bismarck, que também é um dos fundadores do PDT em Alagoas, é o responsável pela acusação a Tereza Cedrim. Segundo ele, tanto o marido de Tereza Cedrim, José Carlos Cavalcante, que foi prefeito do município de São Brás entre 2000 e 2004 pelo PSDB, quanto seu cunhado, o deputado Adalberto Cavalcante, tiveram participação ativa na campanha de 2004, em Olho d?Água Grande. De acordo com Heth Cézar, o crime cometido foi de compra de votos. ?Eles [José Carlos e Adalberto] participaram ativamente da campanha de Tereza Cedrim. O que aconteceu foi aliciamento de eleitores em troca de dinheiro?, acusa o advogado. A representação feita pelo PDT e pelo PSB sustenta-se em fitas de áudio e vídeo, fotografias e depoimentos de testemunhas que supostamente presenciaram ou participaram da compra de votos durante a campanha. Primeiro julgamento A ação de investigação judicial eleitoral contra Tereza Cedrim foi julgada pela primeira vez no cartório do município de São Brás, que corresponde à 34ª Zona Eleitoral do Estado, no início do ano, e considerada improcedente. ?O juiz eleitoral de São Brás não acatou a representação contra a prefeita e foi preciso recorrer da decisão. Esperamos que agora, no TRE, a matéria tenha seu entendimento modificado?, declarou o advogado Heth Cézar. A defesa de Tereza Cedrim, feita pelos advogados Antônio Menezes, Bruno Augusto Prata, Daniela de Mendonça Brandão, Luciano Pontes e Rodrigo Guimarães, continua alegando que não houve crime eleitoral.

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