Política
Grava��es incriminam vice-prefeito
| GILVAN FERREIRA Repórter O secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, prometeu divulgar até esta sexta-feira o resultado das investigações sobre uma suposta trama montada pelo vice-prefeito de Senador Rui Palmeira, José Edivânio Bezerra, para assassinar o prefeito do município Siloé Moura (PDT). Robervaldo Davino confirmou ontem que a Polícia Civil vinha investigando o vice-prefeito havia 30 dias e que, durante esse período, ficou comprovada a participação do vice-prefeito José Edivânio na trama criminosa. ?Nós temos gravações, cerca de 30 minutos, das conversas do José Edivânio com as pessoas [pistoleiros] que iriam participar da ação criminosa. Essas conversas foram gravadas durante um encontro de Edivânio com os pistoleiros em uma churrascaria no município de Olho d?Água das Flores. Temos todos os detalhes de como o prefeito Siloé seria executado, os valores que seriam pagos e os motivos do crime, mas tudo isso só vamos divulgar posteriormente?, esclareceu o secretário. Declarações falsas Davino esclareceu que as declarações de Edivânio à Gazeta, publicadas ontem ? onde ele nega sua participação na trama para matar Siloé ? são falsas e serão desmentidas com apresentação de material pelo delegado que investiga o caso. ?Antes da prisão dele [Edivânio], nós tivemos uma conversa com ele e chegamos a dizer que estávamos investigando a sua suposta participação nessa trama. Ele negou e quase chegou às lágrimas, dizendo que as denúncias contra ele não eram verdadeiras e, inclusive, garantiu que era amigo pessoal do Siloé Moura. Mas durante as investigações, que duraram praticamente um mês, nós comprovamos que ele realmente estava tramando contra o prefeito?, disse Davino. Clima de medo O secretário Robervaldo Davino confirmou que o clima de medo voltou ao município de Senador Rui Palmeira, a 217km de Maceió, mas garantiu que tomou providências para evitar que o município volte a ser palco de violência. Uma das medidas foi o reforço na segurança particular do prefeito Siloé Moura, que desde o assassinato do seu filho, Wilson Oliveira Filho, em dezembro do ano passado, vem recebendo proteção policial. Davino antecipou que possivelmente, mesmo com todas as provas levantadas pela Polícia Civil, Edivânio não vai responder judicialmente pela trama para assassinar Siloé Moura. ?Ele não pode ser condenado porque não houve crime. O que pode acontecer é ele ser punido pelo porte ilegal de armas. A polícia tem 10 dias para concluir esse inquérito e encaminhar para a Justiça. Enquanto isso, ele deve continuar na prisão?, concluiu.