loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Caldas diz que Severino deve continuar

Ouvir
Compartilhar

| ROSE ANE SILVEIRA Folhapress O quarto-secretário da Câmara, deputado João Caldas (PL), defendeu ontem a permanência do deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) na presidência da Casa. Segundo Caldas, a decisão de se licenciar ou não da presidência deve ser de foro íntimo de Severino e não cabe à oposição ficar pressionando. O deputado alagoano avaliou que estão ?cerceando o amplo direito de defesa? do presidente da Câmara. ?Todos têm direito de ampla defesa, do contraditório. Os 18 deputados [indicados pelas CPIs dos Correios e do Mensalão por envolvimento no escândalo do ?mensalão?] tiveram direito de defesa. Ou falaram pessoalmente ou mandaram defesa por escrito à Corregedoria. Nem a isto o Severino teve direito ainda?, afirmou Caldas. uma coisa, outra coisa Sobre a ameaça da oposição de obstruir as votações em plenário enquanto Severino não se licenciar da presidência, Caldas disse: ?Quero ver o vice-presidente do PPS [Raul Jungmann] e o líder do minoria [José Carlos Aleluia] tirarem o povo deles do plenário. Eles sequer têm bancadas?. Questionado se considera ético Severino presidir votações mesmo acusado de corrupção, Caldas respondeu: ?Ética é uma coisa que depende do foco. Para uns, ética é uma coisa. Para outros, é outra?. Reunião Em relação às denúncias contra os 18 deputados, Caldas afirmou que a reunião da Mesa Diretora, que vai analisar o parecer do corregedor, deputado Ciro Nogueira (PP-PI), sobre os pedidos das CPIs, será tensa, longa. ?Vamos analisar caso a caso. Não é só chegar e pedir a abertura do processo de cassação. Na minha opinião, alguns casos devem ir para o Conselho e outros não?. João Caldas afirmou que espera que os deputados não façam um julgamento precipitado sobre os casos levantados pelas CPIs. ?Vamos analisar tudo. Sem onda de denuncismo. Sem linchamento. Precisamos de provas cabais e incontestáveis.? O quarto-secretário confirmou que foi procurado na sexta-feira passada pelo deputado Carlos Rodrigues (PL-RJ) para tratar de uma possível renúncia. Rodrigues renunciou na tarde de ontem. Segundo João Caldas, quando o procurou na sexta-feira, Rodrigues queria saber os ritos e os prazos para uma renúncia. NONÔ O deputado federal José Thomaz Nonô (PFL) retorna hoje, às 11h, ao Brasil e, segundo sua assessoria de imprensa, deverá ir direto para a reunião da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Nonô estava nos Estados Unidos desde a semana passada, onde participou, junto com Severino Cavalcanti, da 2ª Conferência Mundial de Presidentes de Parlamentos da União Interparlamentar, promovida pela ONU, em Nova York. Como vice-presidente da Câmara, Nonô assumiria o comando dos trabalhos, em caso de afastamento de Severino. Neste caso, ele não se torna presidente legalmente, uma vez que Severino continuaria com o cargo. Mas no caso de renúncia ou cassação do mandato de Severino Cavalcanti, Nonô assumiria a presidência para, no prazo de cinco sessões, realizar nova eleição. ### Carimbão prevê 15 ou 16 cassações O deputado federal alagoano Givaldo Carimbão (PSB), integrante da Comissão de Sindicância da Câmara dos Deputados, disse ontem que dos 18 deputados federais acusados de envolvimento no escândalo do ?mensalão?, pelo menos 15 deles devem perder o mandato. Na relação estariam incluídos ex-ministro do Gabinete Civil, José Dirceu (PT-SP), e o ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP). ?Pelos relatórios a que tive acesso como integrante da Comissão de Sindicância da Câmara, acho que 15 ou 16 deputados devem perder o mandato?, previu Carimbão. ?Nesta relação estão os deputados José Dirceu, o ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha, o ex-líder do governo Lula, Professor Luizinho, o deputado Roberto Jefferson e outros. Na minha avaliação, pelo menos o deputado Sandro Mabel (PL-GO), deverá manter seu mandato, já que não existem provas de ter oferecido R$ 1 milhão à deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO), para que ela se transferisse para o PL?, comentou Carimbão. O relator do processo contra Mabel é o deputado alagoano Benedito de Lira (PP). Críticas internas Givaldo Carimbão também criticou as articulações para o lançamento de uma candidatura para a presidência da Câmara dos Deputados, em substituição ao deputado Severino Cavalcanti (PP- PE), que deve ser afastado do cargo por acusações de ter recebido propina para prorrogar o contrato de um restaurante da Câmara dos Deputados. ?Eu tive uma conversa com o deputado Beto Albuquerque, do PSB do Rio Grande do Sul, e pretenso candidato à presidência da Câmara, e disse a ele que discutir a sucessão de Severino neste momento seria antiético. Não é que eu defenda o Severino, mas acho que ele não pode ser condenado antecipadamente. Por isso, acho que não temos que discutir ainda nomes para a presidência da Câmara?, criticou Carimbão. |GF

Relacionadas