Política
Ipaseal Sa�de tem problemas de caixa
| PETRÔNIO VIANA Repórter O ex-reitor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e atual presidente do Ipaseal Saúde, plano de assistência médico-hospitalar do Estado, Rogério Moura Pinheiro, esteve ontem na Assembléia Legislativa do Estado (ALE) para prestar esclarecimentos aos deputados sobre a situação financeira da entidade. No mês passado, o atendimento a usuários do plano chegou a ser suspenso em diversos consultórios médicos, hospitais, clínicas e laboratórios por falta de repasse, durante dois meses, dos pagamentos referentes aos atendimentos feitos por meio do Ipaseal Saúde. A suspensão do serviço causou a revolta de usuários e a explicação dada por Rogério Pinheiro, na época, foi a de que, por ser um órgão novo, o Ipaseal Saúde não constava do Orçamento estadual para o exercício financeiro de 2005. Ontem, Pinheiro respondeu aos questionamentos dos deputados sobre o que estaria sendo feito para evitar que a situação se repetisse. O presidente do Ipaseal Saúde explicou que, dentro do plano, todos os dependentes de titulares até 18 anos são isentos de pagamentos. ?Cada titular pode ter até 1,7 dependente inscrito. Em faixas etárias e com renda maior, o número sobe para 3,7 dependentes por titular e, no interior, é de 3,9?, contou. Pinheiro enumerou as dificuldades e problemas encontrados por ele dentro da entidade. ?Não existia exame médico pré-adicional, para doenças pré-existentes. Como plano social, já estava prevista uma complementação do Estado. Hoje, temos um custo per capita de R$ 65,00 e a arrecadação per capita só chega a 35% desse valor?, explicou. Segundo Rogério Pinheiro, o plano tem dificuldades no controle dos seus 46 mil usuários, dentre estes 16 mil titulares. Pinheiro informou aos deputados que, duas semanas atrás, foi implantado o sistema de controle informatizado do plano, solicitado desde outubro do ano passado. Com a medida, foram descobertas irregularidades por parte dos médicos conveniados ao Ipaseal Saúde. ?Alguns médicos pecam na parte administrativa, no encaminhamento de cobranças e contas. Com o sistema de controle, esperamos ter redução de 30% a 40% dos custos?, disse. Pinheiro informou ainda que pretende modificar o caráter do plano para que ele deixe de ser ?solidário? (sem a cobrança a dependentes) e passe a ser de coparticipação, com a cobrança de uma taxa menor a dependentes. Com a co-participação, os exames dentro do plano passarão a custar cerca de R$ 3,00 cada. ### Bancos privados disputam conta oficial Na sessão da última terça-feira, a Assembléia Legislativa do Estado (ALE) manteve 9 vetos do governo do Estado a projetos dos deputados e emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2006. Com a confirmação dos vetos, a pauta da ALE foi destrancada, permitindo a votação, na sessão de ontem, do projeto que permite ao governo estadual abrir licitação para bancos não-oficiais disputarem a conta única do Estado. O projeto foi encaminhado pelo Executivo no último dia 6, tendo recebido parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça da ALE no mesmo dia. A votação foi feita em duas sessões extraordinárias e o projeto foi aprovado. CPI do fumo As insinuações do deputado Antônio Albuquerque, feitas durante a sessão de ontem da ALE, de que o setor fumageiro de Arapiraca estaria sendo extorquido ?por terceiros que estariam negociando em nome da ALE?, afastaram qualquer possibilidade de que a CPI para investigar uma suposta evasão fiscal no setor pudesse não ser instalada. O presidente da Casa, deputado Celso Luiz (PMN), vai esperar até a próxima terça-feira pela apresentação definitiva dos nomes que vão compor a CPI. Caso contrário, ele mesmo fará as indicações. Hoje, representantes do setor e da Secretaria da Fazenda do Estado reúnem-se para debater o assunto. |PV