Política
AMB condena financiamento p�blico de campanha eleitoral
| PETRÔNIO VIANA Repórter O presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), Rodrigo Collaço, esteve ontem pela segunda vez neste ano em Maceió. O magistrado veio participar do Congresso Brasileiro de Direito em Debate, promovido pela Associação dos Magistrados de Alagoas (Almagis). Na primeira vez que esteve no Estado, em julho, Collaço veio trazer a solidariedade da categoria aos juízes eleitorais acusados pelo governador Ronaldo Lessa (PDT) de serem ?incompetentes? e ?corruptos?. Desta vez, o presidente da AMB veio apresentar suas considerações sobre a atual conjuntura política nacional. Collaço chamou a atenção para que, mesmo com todas as denúncias feitas contra o governo federal e o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ?em nenhum momento a crise sugeriu alguma solução que não estivesse prevista na Constituição. É um atestado de maturidade da democracia e das instituições brasileiras?. O magistrado demonstrou preocupação com o que considera a ?banalização do caixa dois eleitoral?, o que considera uma estratégia de defesa. ?Os políticos envolvidos identificaram a menor pena entre os crimes que praticaram?, comentou. Para Collaço, a sociedade brasileira, mantendo-se atenta aos acontecimentos, fez com que o Congresso Nacional buscasse conduzir a situação de maneira correta. ?As pessoas estão informadas, exigindo punições severas aos culpados?, avaliou. ?Somente com punições exemplares será possível resgatar a ética na política brasileira?. Collaço criticou as propostas de modificações na legislação eleitoral para as eleições de 2006 que, na opinião dele, ?não tornarão o processo mais ético?. ?Sou contra o financiamento público. Acho um equívoco atribuirmos a crise à atual legislação eleitoral. Uma assessoria técnica aos juízes eleitorais permitiria uma melhor fiscalização do processo eleitoral. A proibição do marketing político e redução dos custos de campanha são positivos, mas é preciso uma alteração de vontade política?, concluiu.