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Renan e Non� evitam falar em sucess�o

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| LUIZA BARREIROS Repórter O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), evitou ontem falar na possibilidade de seu partido lançar candidato à sucessão de Severino Cavalcanti (PP) na presidência da Câmara dos Deputados. ?A discussão não tem sentido ainda, porque não há vacância do cargo. É preciso ter prudência, mais do que nunca?, afirmou, ao deixar a solenidade de inauguração do Aeroporto Zumbi dos Palmares. Mesmo assim, Renan admitiu que, com a possibilidade de o PMDB se tornar o partido com a maior bancada, regimentalmente tem direito de apresentar um candidato. ?Mas eu não sei se será o caso de o PMDB apresentar. O PMDB tem direito, como os outros partidos também têm. O que o regimento diz é que o maior partido tem o direito de indicar o candidato?, observou. Para ele, se Severino Cavalcanti realmente renunciar, é necessário uma união dos partidos em defesa da instituição e para o cumprimento de uma agenda para votar projetos importantes para o País. Renan também não confirmou que o deputado paulista Michel Temer esteja sendo preparado pelo PMDB para disputar a presidência da Casa. ?O nome dele aparece porque ele já foi presidente da Câmara e é um quadro destacado do PMDB e do Brasil, de modo que toda vez que alguém falar no nome de algum candidato, vai sempre falar no nome do Michel?, justificou. NONÔ: ?DECISÃO É DELE? O vice-presidente da Câmara, deputado José Thomaz Nonô (PFL), também participou ontem da solenidade no aeroporto. Ele chegou a Maceió na noite de quinta-feira e disse que, antes de deixar Brasília, conversou com Severino Cavalcanti, que prometeu anunciar na próxima semana se renuncia ou não ao cargo. ?Ele vai consultar a família, aproveitar este fim de semana para consultar os pernambucanos, as bases dele, e me disse que tomaria uma decisão nos meados da semana, terça ou quarta-feira?, contou. Nonô disse que ?por motivos óbvios?, vem se abstendo de fazer qualquer tipo de previsão. ?Gosto do Severino, tenho afeto, acho que é uma pessoa velha, que merece uma certa consideração, e eu tenho. Não especulo a situação pessoal dele. Os fatos são de conhecimento público e a decisão é personalissima dele?, afirmou. O deputado disse não ver problema em assumir o cargo. ?Eu já tenho assumido e assumo. Eu sou o substituto eventual. Se ele renunciar, haverá um processo de eleição, mas eu não faço inventário de gente viva. Esperemos que isso aconteça e discutiremos essa possibilidade?, afirmou Nonô. ### Caldas voltou para Brasília com Lula Um dos principais interlocutores da crise na Câmara dos Deputados, o deputado federal João Caldas (PL) acompanhou a solenidade de inauguração do aeroporto em Maceió e voltou para Brasília no avião presidencial, com o presidente Lula. Ele disse acreditar que até a próxima segunda-feira o presidente da Câmara, deputado Severino Cavalcanti (PP), possa anunciar a posição que será tomada por ele. Caldas é 4º secretário da Câmara e muito ligado a Severino Cavalcanti. ?Licença não existirá: ou o Severino renuncia ao mandato de presidente e permanece como deputado, ou renuncia as duas coisas, ou enfrenta o processo. Só tem três opções?, disse. Caldas disse que no retorno para Brasília pretendia conversar com Lula sobre o assunto e sobre a possibilidade de haver um encontro entre Severino e o presidente. Ver matéria na página A8 PP Líder da bancada alagoana na Câmara dos Deputados, o deputado federal Benedito de Lira (PP) disse ontem não saber como aconteceram os fatos imputados a Severino Cavalcanti. ?Trata-se de um homem pobre, que vive sem qualquer ostentação e eu confesso que fiquei absolutamente surpreso com as denúncias?, alegou. Benedito de Lira disse ter votado em Severino Cavalcanti para presidente da Câmara e que, na segunda-feira passada, conversou com o presidente da Casa e ouviu dele que todas as denúncias eram falsas. ?Fiquei tranqüilo quando ele afirmou categoricamente que não tinha nada a ver com as denúncias formuladas por um empresário sem escrúpulos?, disse, referindo-se a Sebastião Buani. ?Mas, como apareceu o cheque, que está subscrito pela secretária do presidente, a situação realmente se complicou e acredito que haverá uma saída negociada?. |LB

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