Política
Vereador prop�e distribui��o de Viagra pela rede municipal
| LUIZA BARREIROS Repórter A Câmara Municipal de Maceió poderá aprovar um projeto de lei obrigando a Secretaria Municipal de Saúde a fornecer gratuitamente, à população de baixa renda, medicamentos para tratamento de disfunção erétil. Segundo o autor do projeto, vereador Marcos Alves (PDT), a disfunção erétil ? mais conhecida como impotência sexual masculina ? atinge, em algum grau, 52% de todos os homens com idade entre 40 e 70 anos. ?Trata-se de uma doença grave que pode ter origem psicológica ou física e que tem solução médica?, justificou o vereador. O projeto prevê que os portadores de disfunção erétil terão direito de acesso gratuito a medicamentos que contenham o princípio ativo Citrato de Sidenasil, Tadalafila e similares. O princípio ativo é o mesmo do medicamento Viagra, o mais conhecido entre os do gênero. Ainda segundo o projeto, o direito será garantido, desde que o paciente apresente laudo médico comprovando a disfunção. O laudo terá que ser analisado pela Secretaria Municipal de Saúde. Prefeito é contra Na sessão de ontem, Marcos Alves fez um pronunciamento em que manifestou indignação com declarações dadas pelo prefeito Cícero Almeida (PDT) de que iria vetar o projeto se ele vier a ser aprovado pela Câmara. ?O prefeito nem conhece o projeto, mas já declarou ser contra, alegando que havia sido apresentado por um vereador irresponsável da oposição que só diz mentira?, contou Marcos Alves. ?Para mim, o prefeito de uma capital com mais de um milhão de habitantes que dá uma declaração dessas só demonstra ser despreparado para o cargo?. O líder do governo, vereador José Márcio (PTB), não estava na sessão e a acusação acabou sem resposta. O projeto, ao ser lido, provocou risos entre os vereadores presentes, mas o autor também recebeu manifestações de apoio. O vereador João Luiz (PMDB) chegou a declarar voto favorável. Também fizeram manifestações de apoio ? mas sem declarar voto ? os vereadores Judson Cabral (PT) e Marcelo Malta (PCdoB). O relator do projeto é o vereador Robson Calheiros (PMDB).