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Non� e Aldo dividem bancada alagoana

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| LUIZA BARREIROS Repórter Os deputados federais alagoanos se dividirão amanhã entre as candidaturas dos deputados federais José Thomaz Nonô (PFL) e do também alagoano Aldo Rebelo (PCdoB-SP) para a presidência da Câmara dos Deputados. O atual vice-presidente da Câmara, José Thomaz Nonô, deverá ter, além do próprio voto, os dos deputados João Lyra (PTB), Helenildo Ribeiro (PSDB) e Rogério Teófilo (PPS). O candidato governista Aldo Rebelo tem como certos os votos dos deputados Givaldo Carimbão (PSB) e Olavo Calheiros (PMDB). O deputado Jurandir Bóia (PDT) ? que devolve o cargo para o deputado Maurício Quintella na quinta-feira e ainda vota na eleição de amanhã ? disse preferir votar em Aldo Rebelo. Mas ele aguarda que seu partido, que lançou a candidatura de Alceu Collares (PDT-RS) tome uma posição na tarde de hoje, para só então definir o seu voto. ?O PDT poderá desistir da candidatura do Alceu, que na minha opinião não tem chance de vitória. Defenderei que seja dado apoio ao Aldo, o que para mim será muito bom pois é o candidato por quem eu tenho preferência e uma amizade maior?, justificou Bóia. Mesmo assim, ele garantiu que, se a candidatura do deputado gaúcho for mantida, pelo menos no primeiro turno ele votará em Alceu Collares. ?Sou muito partidário?, disse. O partido do deputado Benedito de Lira (PP) lançou a candidatura de Ciro Nogueira (PP-PI) e deverá ser dele o voto do líder da bancada alagoana no Congresso, pelo menos no primeiro turno. Também candidato à presidência da Câmara, o deputado João Caldas (PL) só deverá ter um voto da bancada alagoana: o dele próprio. ### Helenildo (PSDB): Nonô Olavo (PMDB) vota em Aldo Caldas (PL) vota nele mesmo Lyra deve votar em Nonô Teófilo (PPS): primo de Nonô Carimbão (PSB): voto de Aldo Bóia deve votar em Aldo Benedito: Nogueira ou Nonô ### Traições de última hora são esperadas Mesmo com as declarações de voto e apoio, a eleição para a presidência da Câmara pode ser cheia de surpresas, já que as traições são ainda mais tentadoras quando o voto é secreto. O deputado Givaldo Carimbão (PSB) disse que ligou para o colega de bancada José Thomaz Nonô e avisou que votaria no deputado do PCdoB de São Paulo, Aldo Rebelo. ?São dois alagoanos, mas PT, PSB e PCdoB são muito ligados?, justificou Carimbão. Além disso, segundo ele, quando Aldo ocupou o cargo de ministro da Coordenação Política, foi muito correto com a bancada alagoana. Carimbão disse estimar que, até a tarde de ontem, Aldo Rebelo já tivesse alcançado 180 votos e Nonô, 140. ?Não tenho dúvida de que os dois se enfrentarão no segundo turno?. Para vencer a eleição, o candidato precisa obter pelo menos 257 votos. Rogério Teófilo disse ontem à Gazeta que seu partido, o PPS, define hoje para quem vai o apoio. Primo do candidato José Thomaz Nonô, Teófilo admite que há uma tendência dentro do partido a apoiar a candidatura do vice-presidente da Casa. ?Votar no Nonô é votar em uma pessoa que tem credibilidade na Câmara?, defendeu. O voto de Teófilo, aliás, tem sido disputado. O prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (PMDB), a quem ele é ligado politicamente, estava ontem em Brasília fazendo campanha para a candidatura de Aldo Rebelo, que foi lançado pelo senador alagoano Renan Calheiros (PMDB). Ontem, Renan disse que no início trabalhou pela candidatura de Michel Temer, mas que o nome enfrentou resistências de outros partidos e do próprio PMDB. ?Se o apoio ao Temer não cresceu, não foi por minha causa?, disse. Para ele, Aldo Rebelo tem o perfil ideal: apoiaria as reformas e teria serenidade para votar projetos que estão há até três anos parados.|LB

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