Política
Non� pesa pr�s e contras de disputar Senado em 2006
| LUIZA BARREIROS Repórter Admitir disputar o Senado na eleição do próximo ano, o deputado federal José Thomaz Nonô (PFL) já admite. Mas, segundo ele, o martelo só será batido em relação ao cargo que disputará, a partir do carnaval. Até lá, Nonô diz que não pode afirmar se concorrerá à reeleição para o sétimo mandato ou se irá disputar a vaga que até o próximo ano pertence a Heloísa Helena (P-SOL), contra ela própria e contra o governador Ronaldo Lessa (PDT). O deputado ? que é vice-presidente da Câmara dos Deputados ? ganhou projeção nacional ao disputar, na semana passada, a eleição para a presidência da Casa. Ele foi para o segundo turno com o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e acabou perdendo por uma diferença de 15 votos. Nonô admite que sua definição depende dos apoios que ele e seu partido conseguirem conquistar nos próximos quatro a cinco meses. ?Eu vou ter que procurar apoio?, diz. ?Uma canditura majoritária é diferente de uma candidatura proporcional?, justifica. Segundo o deputado, uma candidatura para a Câmara Federal ?se toca com os amigos?. ?Eu acho que posso ter uns 70 mil votos no Estado, o que já me elege deputado federal tranqüilamente?, disse. Ainda segundo as contas feitas pelo deputado Nonô, para ser eleito senador, seriam necessários pelo menos 500 mil votos. ?É evidente que esses votos só podem ser conquistados com outros partidos, outros colegas. Um deputado federal que até ontem era seu concorrente [na hipótese da candidatura majoritária ao Senado] passa a ser seu eleitor?, exemplifica. Mas Nonô garante que, ?daqui até o carnaval, as coisas devem clarear?. Fases O presidente do PFL explica que na última sexta-feira, com o término do prazo para filiações partidárias, teve início uma nova fase para os partidos, na qual será necessário buscar alianças, antes de se colocar candidaturas. ?Temos agora que estruturar o partido e discutir métodos para 2006?, observou. Segundo ele, o PFL ganhou ?muita musculatura? com as filiações que o deixaram com quatro deputados estaduais, quatro vereadores e a vice-prefeita da capital. ### Albuquerque admite disputar governo O deputado estadual Antônio Albuquerque (PFL) admite que poderá disputar a eleição majoritária para o governo do Estado, caso o seu partido precise de um nome. Segundo ele, caso isso venha a acontecer, o procurador de Justiça Lean Araújo ? de quem Albuquerque é primo ? seria lançado candidato a deputado estadual, na tentativa de transferir seus votos. Lean filiou-se ao PFL na última sexta-feira ? possivelmente já para essa hipótese. A possibilidade da candidatura majoritária de Albuquerque, mesmo que ainda remota, é mais uma que surge diante das indefinições para o pleito de 2006. Além de Albuquerque, são citados como eventuais candidatos o senador Renan Calheiros (PMDB), o deputado federal João Lyra (PTB), o presidente da Assembléia, Celso Luiz, e o vice-governador Luis Abílio (PDT). O próprio Nonô admitiu, na sexta-feira, que o PFL tem quadros que poderiam disputar a Câmara Federal, a Assembléia, o governo e o Senado. ?É esse mix que vai fazer a força do PFL?, disse Nonô. Entre os possíveis candidatos à ALE estão os deputados Francisco Carvalho, o Chicão, Temóteo Correia, Gilberto Gonçalves, o vereador Gerônimo Ciqueira, os ex-prefeitos Maria Elisa e Gualberto Pereira, o ex-deputado Manoel Afonso, além de Ivana Toledo, Delane Ramires e Edmundo do Ferro Velho. Da chapa do PFL para deputado federal fariam parte a vice-prefeita Lourdinha Lyra (que poderá ficar no lugar do pai, se ele disputar o governo) e Omar Coêlho de Mello. |LB