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Paul�o nega enriquecimento il�cito

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| PETRÔNIO VIANA Repórter O deputado estadual e presidente do PT em Alagoas, Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, terá que explicar à Receita Federal uma movimentação financeira de R$ 1,337 milhão no ano passado. A renda anual declarada por Paulão é de R$ 80 mil, enquanto seus rendimentos com o salário de deputado (cerca de R$ 6 mil mensais) e a verba de gabinete (cerca de R$ 31 mil) giram em torno de R$ 444 mil anuais. A Receita Federal está investigando, além de Paulão, outros seis dirigentes e parlamentares petistas supostamente envolvidos direta ou indiretamente no esquema do ?mensalão?. Todos contam na relação de mais de uma centena de nomes de pessoas ligadas à formação de caixa 2 em campanhas do partido. A informação foi dada pelo jornal Folha de S. Paulo no fim de semana passado. De acordo com o jornal, as investigações da Receita Federal tiveram início no mês de setembro e ainda não foram concluídas. As suspeitas são de que os dirigentes cometeram o crime de sonegação fiscal. Nota Na tarde de ontem, Paulão participou de uma reunião com sua assessoria, em seu gabinete na Assembléia Legislativa do Estado (ALE). A reportagem da Gazeta esteve no local, mas não foi recebida pelo deputado. Paulão preferiu divulgar uma nota sobre o assunto para, segundo assessores, ?não haver informações desencontradas?. Ao jornal paulista, Paulão declarou ter sido vítima de um ?grande equívoco? por parte da Receita Federal. Na nota divulgada no início da noite de ontem, o deputado alegou que ?já está preparando a sua defesa e que espera sair vitorioso, pois tem a consciência tranqüila do uso adequado dos recursos que lhe são repassados? pela ALE. O deputado negou a utilização de verba de gabinete para cobrir despesas pessoais e alegou que seu patrimônio não teve acréscimo significativo no período fiscalizado pela Receita Federal, ?demonstrando de forma inequívoca que não utilizei a verba para fins pessoais?. Paulão enfatizou que todas as despesas pagas com a verba de gabinete foram declaradas à Mesa Diretora da ALE, ?ficando à disposição da Justiça e da Receita Federal?. Paulão lembrou, ainda, que esse tipo de procedimento da Receita é comum e que a ?esta denúncia faz parte dos procedimentos utilizados pelas CPIs atualmente em andamento no Congresso?. O deputado petista questionou a divulgação da denúncia e ?o fato de que informações sigilosas tenham vindo a público sem a sua autorização e defesa, sem que haja sobre elas um veredicto final?. ### Petistas admitiram caixa 2 em Alagoas O deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, teve seu nome indiretamente envolvido no escândalo do mensalão no mês de agosto, quando Simone Vasconcelos, ex-diretora administrativa da SMP&B, empresa de publicidade do empresário Marcos Valério de Souza, operador do mensalão, divulgou seu nome como sendo um dos vários beneficiados pelos depósitos bancários feitos por meio da empresa do publicitário mineiro. Na época, o coordenador da campanha do vereador Judson Cabral (PT) ao governo do Estado em 2002, atualmente no cargo de delegado regional do Trabalho, Ricardo Coelho, admitiu ter recebido R$ 160 mil do dinheiro repassado pela SMP&B, no início de 2003, para quitar dívidas da campanha. A metade desse dinheiro foi depositada na conta bancária pessoal de Coelho, contrariando a legislação eleitoral. Paulão e Ricardo Coelho alegaram desconhecer a verdadeira origem do dinheiro enviado para quitar as despesas pendentes da companha de Judson. Coelho confirmou que havia entrado em contato, por telefone, com uma moça chamada Simone, mas pensou ?que fosse uma funcionária da tesouraria do PT?, e não da SMP&B. Entretanto, uma das empresas alagoanas que receberam o dinheiro enviado por Simone Vasconcelos, a produtora Staff, responsável pelo material audiovisual da campanha de Judson Cabral em 2002, chegou a emitir uma nota fiscal em nome da SMP&B. A direção estadual do PT, na época das denúncias, negou a possibilidade de que tanto Ricardo Coelho quanto Judson Cabral e Paulão pudessem vir a sofrer algum tipo de punição por seus atos ou omissões. |PV

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