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Savastano vai substituir Davino na SDS

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| PLINIO LINS Editor de Política O secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, entrega o cargo nesta quarta-feira ao atual secretário-adjunto da pasta, o advogado Paschoal Savastano. Davino vai assumir a direção do Departamento de Polícia Civil. O cargo tem o mesmo status de secretário e corresponde à linha de frente da polícia judiciária. O atual diretor de Polícia Civil, delegado Roberto Lisboa, passará a ser o secretário-adjunto de Defesa Social, ocupando a vaga que será deixada por Savastano. As mudanças na Secretaria de Defesa Social foram consumadas após uma reunião que durou toda a tarde e entrou pela noite de ontem, com o governador Ronaldo Lessa e a cúpula da Polícia Civil alagoana. Davino disse ontem à noite à Gazeta, por telefone, que sua saída do cargo não foi motivada por atrito com o governador ou com outros membros da equipe da pasta. ?Eu senti necessidade de sair?, disse ele. Davino confirmou que é candidato a deputado ? fez questão de deixar no ar a dúvida entre deputado estadual ou federal ? pelo PDT, partido do governador. Ele disse que seu novo cargo é tão importante quanto o de secretário. ?Vou deixar de ser o coordenador para ser operacional, na linha de frente?, explicou. Sobre Savastano, seu sucessor, Davino disse achar que ele vai se desempenhar bem como secretário. ?Com certeza ele terá o apoio de toda a equipe: o meu, do coronel Edmilson Cavalcante [comandante da PM], do coronel Jair Cordeiro [comandante do Corpo de Bombeiros], do secretário Valter Gama [de Ressocialização], do doutor Ailton Vilanova [diretor do Instituto de Criminalística] e de todos os outros. Estamos unidos?. Robervaldo Davino esteve à frente da Defesa Social por dois anos e dez meses ? desde o início do segundo governo de Ronaldo Lessa. No primeiro governo Lessa (1999-2002), a pasta foi ocupada por três secretários: Edmilson Miranda (dois anos), Mário Pedro (nove meses) e Antônio Arecippo (um ano e dois meses). GREVE A greve na Polícia Civil entrou ontem no 12º dia sem negociação com o governo. O Sindicato dos Policiais Civis realizou manifestação em frente ao Palácio. Segundo o Sindpol, a paralisação tem 100% de adesão no interior e 80% na capital. Só funcionam os serviços essenciais.

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