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Aliados de Lessa reagem � senten�a

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| PETRÔNIO VIANA Repórter Os deputados estaduais que compõem a bancada governista na Assembléia Legislativa do Estado (ALE) partiram em defesa do governador Ronaldo Lessa (PDT), cuja inelegibilidade foi mantida, ontem, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O líder do governo, deputado Dudu Albuquerque (PSB), declarou considerar a decisão do TRE ?lamentável? e ?injusta?. ?Os motivos não são suficientes para torná-lo inelegível?, avaliou. Para o deputado, o mal-estar entre o governador e o Poder Judiciário teria influenciado a decisão. ?Não sei se foi uma decisão encomendada, mas foi injusta. Eu imagino que, por conta desse momento do governador e do Judiciário, pode ter havido influência, porque em todos os segmentos têm a questão do corporativismo?, acusou Albuquerque. Na avaliação do deputado, a decisão não deverá enfraquecer o grupo político do governador. ?Isso vai dar mais força ainda para que a gente possa estar cada vez mais unido?, comentou. Dudu Albuquerque acredita que a decisão será revertida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e considera que o quadro político do Estado ainda poderá sofrer alterações. O deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), entende que ?o julgamento político do governador deveria ser feito pela sociedade, em um momento eleitoral? e que o grupo político do governador sairá prejudicado. Paulão disse acreditar que a decisão ?modifica toda a configuração política em Alagoas?, para as eleições de 2006. Na opinião do deputado, houve também corporativismo por parte do TRE, devido a ?alguns abusos? cometidos por Lessa. ?A decisão não foi boa para a democracia no Estado?, argumentou. O presidente da ALE, Celso Luiz (PMN), não foi localizado para comentar a decisão do TRE. ### Decisão pode ter reflexos em 2006, dizem especialistas Para o cientista político Alberto Saldanha, com a decisão desfavorável do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a situação do governador Ronaldo Lessa (PDT) se torna ?delicada?. Ele diz que, mesmo ainda cabendo recurso, o fato de a decisão ter sido unânime mostra, no mínimo, que os argumentos utilizados pela defesa de Lessa não foram fortes o suficiente. Ele avaliou ainda que o outro lado, representado pelo grupo político do deputado João Lyra ? candidato ao governo do Estado ?, ?jogou pesado?, contratando o ex-ministro do TSE Fernando Neves para ser o advogado na ação contra Lessa. ?Sem Lessa no páreo para o Senado, a candidatura do Nonô [deputado federal José Thomaz Nonô, PFL], apoiada por João Lyra, ganha um ânimo extra?, avalia. Para Saldanha, Lessa deve contar agora com bom trânsito que tem com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) e com o presidente Lula. Suscetível A leitura feita pelo cientista político Eduardo Magalhães é de que Lessa ?começa a colher frutos? das indisposições que teve com Judiciário, Legislativo e prefeitos no início do governo. Mas para ele, a inelegibilidade não deverá tirar Lessa da eleição de 2006, já que as decisões judiciais costumam demorar muito para sair. ?Ele deverá sair candidato ao Senado, mas de forma mais fragilizada?, avaliou. ?Os adversários começam a ver que ele é suscetível à derrota. Vêem um Ronaldo Lessa de forma muito menos imbatível do que no passado?, complementou. |LB

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