Política
PDT nacional critica decis�o do TRE-AL
PETRÔNIO VIANA Repórter O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, criticou ontem, por telefone, do Rio, a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) que manteve a inelegibilidade do governador Ronaldo Lessa por três anos. Na opinião de Lupi, a decisão ?foi baseada em uma denúncia frágil? e teve a conotação de um julgamento político. O líder nacional da legenda de Lessa considera que o julgamento foi influenciado pelas acusações feitas pelo governador aos juízes eleitorais Celyrio Adamastor Tenório Aciolly e James Magalhães de Medeiros, na época da condenação de Lessa em primeira instância. O governador reagiu às sentenças chamando os magistrados de ?corruptos? e ?incompetentes? , insinuando que eles receberiam um ?mensalão? do deputado federal João Lyra (PTB), rival político de Lessa. ?A decisão teve conotação política porque o governador questionou a ligação entre os juízes e o deputado João Lyra, de um grupo antagônico ao de Lessa?, avaliou Lupi. O presidente do PDT disse ainda acreditar que a decisão será revertida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, por esse motivo, não está pensando nas conseqüências da sentença para o partido, em nível nacional. ?Certamente o TSE vai restabelecer os direitos e as condições para o governador se candidatar. Qualquer juiz do TSE, analisando a denúncia, vai ver que ela tem bases frágeis?, avaliou. ?Objeto inócuo? Lupi apontou também o que chamou de ausência de objeto no processo contra Lessa. ?Qualquer processo tem que ter objeto. Nesse caso, o objeto é inócuo porque o candidato de Lessa perdeu a eleição. Foi uma decisão visando exclusivamente à cassação dos direitos de Lessa?, atacou o líder do PDT. Lupi contou que telefonou para Lessa para prestar solidariedade e oferecer o apoio do partido nesse momento. De acordo com Lupi, o governador demonstrou tranqüilidade em relação ao problema. ?Ele está se sentindo injustiçado, mas tem certeza de que vai recuperar os direitos políticos no TSE?, contou. O PDT divulgou também uma nota oficial em repúdio à decisão do TRE. ### Luta continua, diz porta-voz do governador A inelegibilidade do governador Ronaldo Lessa, confirmada na última quinta-feira pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), não assusta a direção estadual de seu partido, o PDT, e não deverá enfraquecer o grupo político do governador nas eleições de 2006. Isso é o que avalia o porta-voz de Lessa e do partido, Wellison Miranda. ?Não há dificuldade ou desânimo. Não tem bicho-de-sete-cabeças. Vamos brigar em Brasília, com argumentos jurídicos. Estamos com a mesma garra para lutar pela candidatura do governador?, avisa o porta-voz. Na opinião de Miranda, a decisão do TRE deverá ser revertida em uma das duas instâncias jurídicas às quais o governador ainda pode recorrer: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Superior Tribunal Federal (STF). Até a decisão definitiva, o PDT não vai discutir nenhum nome para substituir Lessa na disputa pela vaga no Senado Federal. De acordo com Miranda, a estratégia de defesa será mantida, ou seja, Lessa vai continuar alegando que a realização da reunião com servidores que ocupavam cargos comissionados no governo do Estado e na prefeitura, durante a campanha de 2004, nas dependências de um clube privado e fora do horário de expediente, descaracteriza o crime eleitoral. A reunião foi o principal motivo da condenação do governador. Dessa forma, Miranda descartou a possibilidade de Lessa mudar sua estratégia de defesa. Por outro lado, informações obtidas pela Gazeta dão conta de que o governador estaria reunindo elementos contra o juiz eleitoral James Magalhães de Medeiros, na tentativa de colocar em dúvida a imparcialidade da decisão. O porta-voz critica a campanha publicitária feita pelo grupo do deputado João Lyra (PTB), que considera propaganda política fora do período especificado pela Justiça Eleitoral. |PV