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Sem festa, professores v�o parar dia 20

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| ODILON RIOS Repórter Os professores da rede estadual organizam uma paralisação de advertência no dia 20 de outubro e uma manifestação, cobrando melhores salários e condições de trabalho. A paralisação está prevista para a manhã do dia 20. À tarde, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Alagoas (Sinteal) faz uma passeata saindo do sindicato, na Cambona, com destino ainda não informado. Os dados foram repassados pela dirigente do sindicato Lenilda Lima. O Sinteal vai organizar pré-congressos para discutir os salários e igualdade social da categoria com outras, em relação ao Estado. As discussões ocorrem entre os dias 18 e 21 de outubro. ?Serão 12 pré-congressos preparatórios para o Congresso Estadual, que será nos dias 4 a 7 de dezembro?, informou a sindicalista. Para Lima, na comemoração do Dia do Professor, 15 de outubro, os profissionais da Educação têm poucos motivos para festa: ?Os salários são baixos, é comum os professores ficarem doentes, com tendinite, depressão, pressão alta, varizes. Além disso, os professores concursados não foram contratados. A rede municipal está trabalhando com um monte de bolsistas?, analisou a sindicalista. ?No Dia do Professor, concluímos que somos uma classe discriminada?, resumiu, comentando que, em alguns municípios alagoanos, os professores concursados pelo Estado recebem salários menores que os pagos pelas prefeituras aos professores municipais. ?Estamos em situação vexatória. Não há investimentos em recursos humanos nem em material?. A Secretaria Estadual de Educação não funcionou ontem. Pela versão contada pela sindicalista, desde que tomou posse no cargo, no dia 21 de setembro, o novo secretário de Educação, José Márcio Malta Lessa, ainda não recebeu os professores. E O SALÁRIO... Um professor em começo de carreira, pelo Estado, recebe pouco mais de R$ 300,00. ?E não tem mais nada no salário. Ele vem limpo?, apontou Lenilda. Além disso, no interior alagoano, segundo Lima, há profissionais da Educação que ?estão sendo perseguidos?, geralmente por defenderem ?condições mais dignas?. Ainda no interior, lembrou a sindicalista, os professores vêm organizando greves, como em Murici, Anadia (neste caso, mais de 20 dias sem aula e com negociações envolvendo a Procuradoria Regional do Trabalho) e Satuba. Em Paripueira, os professores, de acordo com a dirigente do Sinteal, ainda não decretaram greve, mas as negociações com a prefeitura envolvem atualmente até o Ministério Público Estadual (MPE). ?Em cada município, tudo depende da visão que o administrador tenha da educação e se ele valoriza ou não a área educacional?.

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