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Aldo assegura defesa a deputados acusados

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| FOLHAPRESS Brasília O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), afirmou não ter dúvida de que a instituição ?está fazendo o melhor ao seu alcance? para assegurar o ?direito de quem não tem culpa?. A declaração está registrada na ata da reunião da Mesa que decidiu determinar a abertura de processo de cassação contra 13 deputados acusados de envolvimento no escândalo do ?mensalão?. Depois de ter defendido na reunião que todos os acusados deveriam ser processados pelo Conselho de Ética da Câmara, Aldo afirma que a Casa só terá autoridade se puder preservar ?o direito sagrado dos inocentes?. ?[Aldo] Asseverou, ainda, que a Câmara, a Mesa, a Corregedoria e o Conselho de Ética somente terão autoridade se puderem preservar o direito sagrado dos inocentes e aplicar a pena devida aos culpados?, registra a ata da reunião, realizada terça-feira. ?[Aldo] Disse não ter dúvida de que a Casa está fazendo o melhor ao seu alcance para preservar o que há de mais sublime na Justiça: o direito de quem não tem culpa?, afirma o registro. No discurso que fez horas antes de assumir a presidência da Câmara, no último dia 28, Aldo afirmou que não seria ?tiranete? e que teria a coragem e isenção ?para defender quem não tiver culpa?. Desde então, diz que vem agindo com ?equilíbrio, justiça e isenção? em resposta às críticas de que seria suspeito para conduzir os processos, já que foi uma das testemunhas de defesa de José Dirceu (PT-SP). O presidente da Câmara tem adotado uma posição de cautela no episódio. Apesar de ser amigo de vários dos acusados e de ter defendido Dirceu no Conselho de Ética, Aldo foi o fiador da decisão da Mesa que decidiu votar em bloco a abertura de processo contra os 13 acusados. O seu raciocínio é de que o Conselho de Ética terá os mecanismos para propor a absolvição daqueles que considerar inocentes. ?O presidente Aldo Rebelo declarou (...) que seria razoável que todos fizessem juízo de culpabilidade de A, de B ou de C, mas que não acreditava que ele se exercesse ali [na Mesa], pois ao criar instâncias com autonomia para tomar certas posições, a Mesa quase abdicara ou transferira juízos e responsabilidades?, registra a ata. A reunião teve a presença dos sete titulares da Mesa, que decidiu por 5 votos a 1 mandar os processos ao Conselho ? o único a votar contra foi João Caldas (PL-AL), o quarto-secretário. A reunião foi dominada quase que integralmente pelas críticas de Caldas ao procedimento adotado ? ele defendia a votação um a um dos casos ? e pela defesa feita pelo primeiro vice-presidente, José Thomaz Nonô (PFL-AL), que argumentou durante todo o tempo que cabe ao Conselho, e não à Mesa, ouvir a defesa dos acusados e decidir se há ou não culpa.

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