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Governo negocia amanh� com militares

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| ODILON RIOS Repórter Ainda sob ameaça de aquartelamento dos policiais militares, foi marcada para amanhã uma reunião entre as associações da PM e o governador em exercício, Luis Abílio (PDT). A reunião está programada para as dez horas e foi confirmada por Abílio ontem, mas o gesto do governo não animou o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PM, Wagner Simas. Segundo Simas, os policiais já saberiam, antecipadamente, qual a resposta do governo quando se falar em reajuste para a classe. ?A gente sabe qual vai ser o resultado disso: quem pode deliberar o aumento é o governador [Ronaldo Lessa]?, explicou Simas. De acordo com ele, ?não recuamos na proposta de aquartelamento?, marcada para o próximo dia 20. ?A única possibilidade de não fazermos isso é que 50% das nossas reivindicações sejam atendidas?, esclareceu o presidente da associação, ouvido ontem pela Gazeta. Os PMs pedem 24% de reajuste, data-base de setembro de 2004 e pagamento de horas extras, além de equiparação da hora extra dos PMs das ruas com aqueles que trabalham no Palácio Floriano Peixoto. Um PM em início de carreira ganha pouco mais de R$ 400,00. No Palácio, fora de sua função normal, ou seja, do combate ao crime nas ruas, um policial chega a ganhar pouco mais de R$ 1.500, segundo Simas. O governador em exercício disse ontem, pouco antes da posse da nova secretária de Minorias, Patrícia Mourão (ver matéria nesta página), que o governo estaria disposto, se houver consenso, a dar um aumento. ?Os números, vamos ver, vamos fazer um levantamento com a área econômica do governo e analisar as condições. Se não puder dar este ano, dá o ano que vem. Existem formas, maneiras, como disse, com consenso, com o pé no chão, por parte tanto do Estado quanto das associações?, avaliou Abílio. Porém, de acordo com o governador em exercício, não há possibilidade de diálogo com servidores da Saúde e da Polícia Civil enquanto continuarem em greve. ?Não há razão para ter conversa com greve, principalmente na área da Saúde. A da Polícia Civil eles começaram o movimento e estavam conversando com o governo? afirmou. Abílio descartou negociações com os grevistas. ?Na Saúde, estávamos fazendo uma negociação e havia uma reunião marcada, mas eles decretaram a greve. Para que conversar??- questionou. ### Ronaldízio muda Secretaria de Minorias Após ser secretária de Turismo, de Articulação Externa e Extraordinária, a nova secretária de Defesa das Minorias, Patrícia Mourão, assumiu ontem a função, no lugar do professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Zezito Araújo. O ex-secretário disse que assumirá outro posto no governo, ?uma assessoria especial?, mas sem previsão de posse na nova função. Zezito ficou na pasta quatro anos. Apesar de o orçamento da pasta ser de R$ 13 mil por mês, ?pouquíssimo? na visão de Zezito, Patrícia defendeu que a Secretaria de Defesa das Minorias não deve ter orçamento do Estado, mas trabalhar em um plano de conscientização da sociedade. ?O problema não é dinheiro. Acho até que essa secretaria não deve ter dinheiro; esta não é uma secretaria executiva, ela é uma secretaria para abrir a cabeça das pessoas em relação à importância de garantir esses espaços das minorias tanto dentro do governo como fora. Depois, como é importante que essas pessoas sejam inseridas no contexto da sociedade. Jamais haverá dinheiro suficiente para atender a essa demanda reprimida. Na realidade, o importante é aproveitar os programas que a gente tem em secretarias para abrir esse espaço?, analisou, ao mesmo tempo, assumindo a ?falta de experiência? na função. Para o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros, Marcelo Nascimento, o que interessa mesmo são os resultados. ?Esperávamos mais, pelo potencial do professor Zezito. Acho que o governo precisa em si priorizar as ações em defesa das minorias, o que não é prioridade no governo Ronaldo Lessa?. |OR ### Lessa viaja para o Rio de Janeiro e Brasília Depois de atacar lideranças da Saúde e da Polícia Civil por causa da greve, inclusive com expressões como ?besta quadrada? e ?irresponsáveis?, o governador Ronaldo Lessa (PDT) deixou o Palácio Floriano Peixoto e passou o comando do Estado para o vice-governador Luis Abílio (PDT). Lessa era esperado ontem na posse da nova secretária de Minorias, Patrícia Mourão. Segundo o governador em exercício, Luis Abílio, Lessa viajou para o Rio de Janeiro e depois irá a Brasília. ?O governador deve estar no Rio de Janeiro, de lá ele vai a Brasília. Assuntos pessoais dele. Ele tem uma filha que mora no Rio. Em Brasília, que é a continuação de uma viagem, ele terá sim assuntos do PDT?, afirmou Abílio. Segundo o gestor de Articulação Colegiada, Pedro Alves, ?O governador vai se submeter a uma complementação [da cirurgia que fez nos olhos ano passado] e a exames na coluna?. O assunto PDT não foi abordado pelo gestor. Só que, nos planos do governo, em uma escala de zero a 10, sobre a entrada de Lessa na presidência estadual do PDT, o governador estaria hoje no grau seis. O atual presidente do partido em Alagoas, Geraldo Sampaio, recupera-se de uma inflamação no fígado, causada por esquistossomose, e acompanha o estado de saúde da mãe, que tem quase 100 anos. A transmissão de cargo de Sampaio para o atual vice, o governador, é mantida em sigilo. Ontem, a Gazeta tentou contato com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que desligou o telefone; o secretário regional do PDT, Manoel Dias, estava com o telefone desligado; e o membro, com a ficha de número 1 na sigla no Estado, Corintho Campelo da Paz, não atendia às ligações da reportagem. Semana passada, Corintho viajou para o Rio, a pedido da presidência nacional, para acertar os detalhes da renovação de nomes no diretório estadual do PDT, porém, não admitia que o governador seria o presidente da sigla, substituindo Sampaio. A viagem do governador havia sido combinada na sexta-feira passada. |OR

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