Política
Impasse entre Sa�de e governo continua
| CARLA SERQUEIRA Repórter A greve dos servidores da Saúde permanece suspensa. A posição foi tirada em assembléia na tarde de ontem, após uma reunião entre lideranças sindicais e o vice-governador do Estado, Luis Abílio. Do encontro, os trabalhadores saíram com a proposta de 14% de reajuste salarial, sendo 6% já para o próximo mês, 4% para fevereiro e outros 4% para abril de 2006. Mas os percentuais não agradaram à categoria, que cobra 57,88%, além do pagamento de adicionais noturnos e de insalubridade. Eles estabeleceram a greve no último dia 14, mas tiveram que suspendê-la no dia 18 para negociar com o governo. Além do reajuste salarial e do pagamento dos adicionais, os servidores querem o repasse de R$ 12 milhões para cerca de 4 mil funcionários que trabalharam até 1991 como celetistas e não receberam o Fundo de Garantia quando passaram à categoria de estatutários, conforme explicou o presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Wellington Monteiro. ?O aumento oferecido pelo governo não satisfez a categoria?, disse ele. ?Para os que têm menores salários, o reajuste vai representar 10 ou 15 reais, e isso é absurdo?, ressaltou. Para o secretário-gestor de Articulação Política e Colegiada, Pedro Alves, que acompanhou a reunião de ontem, o encontro foi positivo. ?Lançamos a proposta e vamos esperar dos servidores uma contraproposta. Mas o vice-governador já adiantou que não tem como oferecer um percentual maior?, disse ele. Na quarta-feira, dia 26, os servidores voltam a se reunir com o governo. A categoria promete realizar manifestação em frente ao Palácio Floriano Peixoto, a partir das 16h, e ameaça retomar a greve caso não saia satisfeita.