Política
Alagoano vota sobre com�rcio de armas
| PETRÔNIO VIANA Repórter A votação do referendo popular sobre a comercialização de armas de fogo e munição no território nacional, que acontece hoje, terá início às 8h e será encerrada às 17h. A distribuição, a todos os cartórios eleitorais do interior do Estado, das urnas eletrônicas que serão utilizadas na consulta foi concluída há cerca de duas semanas. Na capital, as urnas ficaram armazendas, até ontem, no depósito da Justiça Eleitoral, em Jaraguá. Para os preparativos do referendo, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) está disponibilizando cerca de 100 funcionários do quadro da Justiça Eleitoral nos cartórios, além de um grupo de apoio formado por cerca de 320 pessoas, do pessoal responsável pelo trabalho interno no órgão, e 162 pessoas contratadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para prestação de serviços. No dia da consulta popular, cada cartório eleitoral terá um eletricista de plantão. Os Correios vão realizar a entrega das urnas em cada seção eleitoral, na véspera da votação, e recolher os disquetes para entregá-los nas áreas de apuração. Até as 17 horas de hoje, o comércio em geral não poderá abrir, com exceção dos estabelecimentos ligados à saúde, transportes, alimentação e entretenimento, desde que seja garantido aos seus funcionários tempo e condições para votar. A venda e o consumo de bebidas alcoólicas ficarão proibidos das 5h até as 17h de hoje, quando termina a votação. Segundo o TSE, do dia 1º ao dia 20 de outubro, as frentes parlamentares ?Por Um Brasil Sem Armas? e ?Pelo Direito da Legítima Defesa? tiveram 760 minutos de propaganda e inserções no rádio e na televisão. Foram 38 minutos diários, sendo 18 minutos de propaganda em bloco e 20 minutos em inserções. Desde a última quinta-feira está proibida a realização de debates, comícios e reuniões. Até ontem, foi permitida a realização de propaganda com alto-falantes e amplificadores de som e a promoção de carreatas, passeatas e distribuição de material de campanha. ### Bebida em bar só depois das 17h; prisão, só em flagrante O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), José Fernando Lima Souza, divulgou na Internet uma lista de perguntas e respostas para orientar os eleitores sobre como proceder no referendo. Desde a última terça-feira, devido à realização do referendo, nenhum eleitor pode ser preso, a não ser em caso e flagrante de delito ou para cumprimento de sentença judicial condenatória por crime inafiançável. De acordo com o TRE, os eleitores que estiverem afastados de seu domicílio eleitoral deverão justificar a ausência em qualquer seção eleitoral. Quem estiver fora do País terá trinta dias, a partir de seu retorno, para justificar a ausência. Os eleitores poderão votar sem o título de eleitor, desde que saibam seu local de votação, que seu nome conste do caderno de votação e da seção eleitoral e apresente um documento oficial de identificação com foto. A carteira de motorista não é considerada um documento de identificação válido para a Justiça Eleitoral. Será permitido votar com bonés, camisetas ou qualquer material de propaganda de seu posicionamento, uma vez que é permitida a manifestação individual e silenciosa do eleitor. Entretanto, não será permitida a distribuição desse tipo de material e a aglomeração de duas ou mais pessoas portando esse material. Os portadores de necessidade especiais poderão votar acompanhados de uma pessoa de sua confiança, mesmo não tendo feito requerimento ao juiz eleitoral. O acompanhante não poderá estar a serviço da Justiça eleitoral ou de frente parlamentar. O voto é obrigatório para eleitores acima de 18 anos, em situação regular perante a Justiça Eleitoral, e facultativo para eleitores acima de 70 e analfabetos. |PV ### Lessa, viajando, vai justificar ausência O governador Ronaldo Lessa (PDT) não votará ?sim? nem ?não? no referendo deste domingo. Como passou a semana viajando e só deverá retornar a Alagoas entre segunda e terça-feira, o governador justificará sua ausência à votação no lugar em que estiver no domingo. A Secretaria de Comunicação não soube informar onde Lessa estaria no domingo. Durante a campanha do referendo, o governador declarou que votaria ?sim? à pergunta ?O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil??. Lessa deverá reassumir o governo até terça-feira, mas, segundo a Secretaria de Comunicação, na quinta-feira, 27, às 10 horas, ele concederá entrevista coletiva para explicar as providências adotadas para início do pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que se arrasta há décadas. Onde votam No exercício do governo do Estado no domingo do referendo, o governador Luis Abílio de Sousa Neto votará às 10 horas, no Colégio Afrânio Lages, no Centro de Ensino e Pesquisas Aplicadas Antônio Gomes de Barros (CEPA). Partidário do ?sim?, Abílio votará pela proibição do comércio de armas de fogo e munição no País. O prefeito Cícero Almeida (PTB) ? que também é partidário do voto ?sim ? vota por volta das 9 horas, na Escola José Oliveira Silva, na Ponta Grossa. RENAN Entre as autoridades que votam em Alagoas, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), deverá ser o mais assediado pela imprensa de todo o País no momento da votação. Presidente da Frente Pelo Brasil Sem Armas, que defende o voto ?sim?, Renan foi o autor do Estatuto do Desarmamento, no qual estava prevista a realização da consulta popular para decidir pela proibição ou não do comércio de armas e munição. ?No Brasil, as armas de fogo matam mais do que em qualquer outro lugar. O Brasil tem menos de 3% da população mundial, mas responde por 13% dos crimes por armas de fogo no mundo. Por isso, a necessidade de controlar melhor a comercialização?, defende o senador Renan, que votará por volta das 11 horas, na Escola Jornalista Polvina Cavalcante, em Garça Torta Arapiraca O prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (PMDB), afirmou à Gazeta que é favorável à proibição do comércio de armas de fogo e munição em todo o País. ?Eu voto sim?, afirmou o prefeito. Barbosa argumenta que as estatísticas mostram que a posse de armas de fogo só aumenta os índices de violência. LB/MM ### PM mobiliza 4,8 mil homens hoje para votação no Estado A Polícia Militar do Estado (PM) terá a responsabilidade de garantir a segurança durante a realização, no dia de hoje, do referendo popular sobre a comercialização de armas de fogo e munição no Brasil. No dia 1º de outubro, o comandante-geral da PM, coronel Edmilson Cavalcante, esteve no auditório do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para apresentar aos juízes eleitorais da capital e do interior do Estado o plano de segurança montado pela corporação para a consulta popular. De acordo com Cavalcante, o Comando de Policiamento do Interior (CPI) vai disponibilizar 138 oficiais, 2.774 praças, 143 viaturas, além de outros 26 veículos solicitados ao governo estadual e oito ônibus para o transporte de tropas. O Comando de Policiamento da Capital (CPC) vai contar com 138 oficiais e 1.818 praças, 24 viaturas, além de outros 40 veículos e cinco ônibus requisitados. No total, 4.868 militares vão assegurar a realização do referendo em todo o Estado. Atualmente, o efetivo da PM alagoana é de pouco mais de 7.500 soldados. Segundo os cálculos da PM, a operação deverá consumir 6.696 litros de gasolina, 1.300 litros de óleo diesel e 500 litros de álcool combustível. O secretário de Defesa Social do Estado, Paschoal Savastano, confirmou que a segurança na realização da consulta popular ficará mesmo, em sua quase totalidade, a cargo da Polícia Militar. ?A PM está com um plano mais intenso de segurança. Quem comanda as operações de segurança nos pleitos eleitorais, quem garante sua realização, historicamente, é a PM?, apontou. Savastano informou ontem que, mesmo mantendo a greve de mais de um mês, a Polícia Civil deverá dar suporte às operações da Polícia Militar durante a realização do referendo. ?A Civil estará de plantão para agir quando necessário?, disse Savastano. O secretário explicou que a Polícia Civil ficará ?na retaguarda, para abertura de inquéritos e peças de investigação, podendo atuar, dependendo das circunstâncias, em casos de emergência?. O diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin), delegado Mário Jorge Marinho, informou que a determinação é de que os delegados do interior estejam em suas respectivas delegacias durante o pleito. ?Ao término da eleição, os delegados podem se ausentar e as delegacias voltam à rotina normal?, explicou. Os agentes que não estiverem escalados para os plantões de hoje não precisarão comparecer. PV