Política
PPS nega envolvimento com valerioduto
| AGÊNCIA GLOBO Brasília Em nota de esclarecimento divulgada na última sexta-feira, a direção nacional do Partido Popular Socialista (PPS) contestou informações sobre qualquer envolvimento com o valerioduto ? esquema de entrega ilegal de dinheiro a partidos, montado pelo publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza ? e informou que o ex-secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, Márcio Lacerda, não é filiado ao partido nem tinha autorização para negociar em nome da legenda. Lacerda foi um dos coordenadores da campanha do então candidato a presidente da República pelo PPS, Ciro Gomes, hoje no PSB. O partido presidido pelo deputado Roberto Freire (PE) teve seu nome envolvido com o valerioduto durante a superacareação realizada na última quinta-feira pela CPI do Mensalão. Estiveram frente a frente na CPI, para a acareação, de um lado, o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares; o empresário Marcos Valério e a ex-diretora financeira da SMP&B Simone Vasconcelos; do outro lado o ex-deputado Valdemar Costa Neto, Jacinto Lamas, Emerson Palmieri e José Genu. Questionado pelo deputado Luiz Couto (PT-PB) se havia repassado dinheiro pessoalmente ao PPS, Marcos Valério disse que seu contato no partido era Lacerda e que os recursos foram direcionados para o publicitário Einhart Jácome Paz. Ao ser interpelado pelo presidente do PPS, deputado Roberto Freire, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares disse que o dinheiro não foi para o PPS, mas para Einhart, em pagamento a serviços prestados no segundo turno da campanha do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Einhart é cunhado do ministro Ciro Gomes (Integração Nacional) e fez sua campanha no primeiro turno da eleição para presidente em 2002.