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ALE adia sess�o especial sobre aftosa

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| DA EDITORIA DE POLÍTICA A sessão especial da Assembléia Legislativa (ALE), marcada para hoje, para discutir as ações voltadas ao combate à febre aftosa no rebanho bovino de Alagoas, foi cancelada e ainda não tem data para ser realizada. O motivo para o adiamento foi a impossibilidade de o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Gabriel Alves Maciel, vir ao Estado de Alagoas hoje. O representante do ministro Roberto Rodrigues precisou viajar às pressas para a Bolívia, onde vai tratar de um ajuste de conduta entre os dois países, com a finalidade de combater a doença com mais rigor nas fronteiras secas. A sessão foi convocada pelo vice-presidente da Casa, deputado Francisco Tenório (PMN). Segundo ele, uma nova data para a realização da sessão poderá ser agendada ainda este mês. A previsão é de que a presença do secretário do Ministério da Agricultura na ALE seja possível dentro de um período de aproximadamente 20 dias. O parlamentar manteve contatos para garantir que, na nova data da sessão especial, estejam presentes os representantes do governo do Estado ligados ao setor agropecuário, bem como os representantes dos setores produtivos, a exemplo da Federação da Agricultura, Associação dos Criadores, Cooperativa dos Produtores de Leite, entre outros, inclusive dos prefeitos das cidades integrantes da bacia leiteira alagoana. O Estado é apontado no ministério da Agricultura como zona de risco desconhecido da febre aftosa. A indicação é mais grave que em relação a outros estados, como Pernambuco, o qual tem buscado a indicação de livre da doença. VIOLÊNCIA No próximo dia 7, a Assembléia realiza sessão especial para discutir o problema da violência no Estado. ### Agricultura espera receber R$ 1,3 milhão para defesa LUIZA BARREIROS O secretário de Agricultura, Kléber Torres, afirmou ontem que o governo de Alagoas tem uma verba de R$ 1,3 milhão assegurada no Ministério da Agricultura para investimento na área de defesa agropecuária, que inclui o combate à aftosa bovina. Segundo Torres, desse total, R$ 1 milhão será destinado à defesa animal, sendo R$ 600 mil para despesas de custeio e R$ 400 mil para investimento (compra de veículos e computadores, por exemplo). Os outros R$ 300 mil são destinados à defesa vegetal. ?Os recursos para o Estado de Alagoas foram assegurados pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Gabriel Maciel?, afirmou Kléber Torres. O secretário não confirmou a informação de que a Secretaria de Agricultura de Alagoas teria sido a única do País que perdeu o prazo para assinatura do convênio de R$ 1 milhão para defesa animal. ?O prazo para envio da documentação acaba na próxima sexta e nós encaminhamos tudo na segunda-feira passada. O único atraso que houve foi provocado pela impossibilidade de comprovação do endereço de minha residência que constava no convênio, que está em nome do meu pai. Mas o problema foi superado?, garantiu. ### Em Pernambuco, vacinação e advertências aos pecuaristas MÁRCIA WONGHON A segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa foi encerrada na segunda-feira (31). Porém, em Pernambuco ? que tem uma extensa divisa seca com Alagoas ?, os pecuaristas devem, até o dia 15, informar sobre o processo de imunização dos rebanhos à Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado (Adagro). A partir do dia 16 serão aplicadas multas de R$ 60 para os criadores que deixaram de vacinar os animais. Quem desobedecer terá multa de R$ 1,5 mil. De acordo com o secretário estadual de Produção Rural, Ricardo Rodrigues, ainda é cedo para contabilizar o resultado da vacinação. Mas, segundo ele, já foram comercializadas 12,3 milhões de doses. O rebanho no Estado é de 1,6 milhão de cabeças de bovinos e bubalinos. O maior número de locais de criação de animais está concentrado na região do Agreste, onde fica a bacia leiteira do estado. Rodrigues enfatizou que a fiscalização do transporte de animais foi intensificada nas 13 barreiras sanitárias fixas e 29 postos volantes do Estado. ?Estamos cumprindo todos os itens recomendados pelo Ministério da Agricultura para evitar que a aftosa atinja nossos rebanhos e também para sair da classificação de risco desconhecido para risco médio em aftosa?. Ele justificou que o fechamento das divisas de Pernambuco, no último dia 26, para evitar entrada de animais vivos destinados ao abate provenientes do Paraná e do Mato Grosso do Sul ? onde foram detectados casos da doença ?, foi uma medida emergencial preventiva para resguardar o rebanho pernambucano, que não registra casos de aftosa desde 1999.

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